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Salmos - 19º livro

Salmos

Leia introdução ao livro dos Salmos

Capítulos:
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( Livro primeiro - Salmos 1 a 41)
Capítulo 1

 1  Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
 2  Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
 3  Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará.
 4  Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
 5  Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
 6  Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.
  Retorna

Capítulo 2
 1 Por que se amotinam as nações, e os povos imaginam coisas vãs?
 2  Os reis da terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra o SENHOR e contra o seu ungido, dizendo:
 3  Rompamos as suas ataduras e sacudamos de nós as suas cordas.
 4  Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles.
 5  Então, lhes falará na sua ira e no seu furor os confundirá.
 6  Eu, porém, ungi o meu Rei sobre o meu santo monte Sião.
 7 Recitarei o decreto: O SENHOR me disse: Tu és meu Filho; eu hoje te gerei.
 8  Pede-me, e eu te darei as nações por herança e os confins da terra por tua possessão.
 9  Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro.
 10 Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos instruir, juízes da terra.
 11  Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos com tremor.
 12  Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira. Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam.
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Capítulo 3
(Uma melodia de Davi, quando fugia por causa de Absalão, seu filho)

 1 SENHOR, como se têm multiplicado os meus adversários! São muitos os que se levantam contra mim.
 2  Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá)
 3  Mas tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória e o que exalta a minha cabeça.
 4 Com a minha voz clamei ao SENHOR; ele ouviu-me desde o seu santo monte. (Selá)
 5  Eu me deitei e dormi; acordei, porque o SENHOR me sustentou.
 6  Não terei medo de dez milhares de pessoas que se puseram contra mim ao meu redor.
 7  Levanta-te, SENHOR; salva-me, Deus meu, pois feriste a todos os meus inimigos nos queixos; quebraste os dentes aos ímpios.
 8  A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção. (Selá)
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Capítulo 4 (Ao regente, em instrumentos de cordas. Uma melodia de Davi)

 1 Ouve-me quando eu clamo, ó Deus da minha justiça; na angústia me deste largueza; tem misericórdia de mim e ouve a minha oração.
 2  Filhos dos homens, até quando convertereis a minha glória em infâmia? Até quando amareis a vaidade e buscareis a mentira? (Selá)
 3  Sabei, pois, que o SENHOR separou para si aquele que lhe é querido; o SENHOR ouvirá quando eu clamar a ele.
 4  Perturbai-vos e não pequeis; falai com o vosso coração sobre a vossa cama e calai-vos. (Selá)
 5  Oferecei sacrifícios de justiça e confiai no SENHOR.
 6 Muitos dizem: Quem nos mostrará o bem? SENHOR, exalta sobre nós a luz do teu rosto.
 7  Puseste alegria no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho.
 8  Em paz também me deitarei e dormirei, porque só tu, SENHOR, me fazes habitar em segurança.
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Capítulo 5
(Ao regente para Neilote. Uma melodia de Davi)

 1 Dá ouvidos às minhas palavras, ó SENHOR; atende à minha meditação.
 2  Atende à voz do meu clamor, Rei meu e Deus meu, pois a ti orarei.
 3  Pela manhã, ouvirás a minha voz, ó SENHOR; pela manhã, me apresentarei a ti, e vigiarei.
 4  Porque tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal.
 5  Os loucos não pararão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a maldade.
 6  Destruirás aqueles que proferem a mentira; o SENHOR aborrecerá o homem sanguinário e fraudulento.
 7 Mas eu entrarei em tua casa pela grandeza da tua benignidade; e em teu temor me inclinarei para o teu santo templo.
 8  SENHOR, guia-me na tua justiça, por causa dos meus inimigos; aplana diante de mim o teu caminho.
 9  Porque não há retidão na boca deles; o seu íntimo são verdadeiras maldades; a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.
 10  Declara-os culpados, ó Deus; caiam por seus próprios conselhos; lança-os fora por causa da multidão de suas transgressões, pois se revoltaram contra ti.
 11  Mas alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome.
 12  Pois tu, SENHOR, abençoarás ao justo; circundá-lo-ás da tua benevolência como de um escudo.
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Capítulo 6
(Ao regente, em instrumentos de cordas, na oitava inferior. Uma melodia de Davi)

 1 SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.
 2  Tem misericórdia de mim, SENHOR, porque sou fraco; sara-me, SENHOR, porque os meus ossos estão perturbados.
 3  Até a minha alma está perturbada; mas tu, SENHOR, até quando?
 4  Volta-te, SENHOR, livra a minha alma; salva-me por tua benignidade.
 5  Porque na morte não há lembrança de ti; no sepulcro quem te louvará?
 6  Já estou cansado do meu gemido; toda noite faço nadar a minha cama; molho o meu leito com as minhas lágrimas.
 7  Já os meus olhos estão consumidos pela mágoa e têm envelhecido por causa de todos os meus inimigos.
 8 Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniqüidade; porque o SENHOR já ouviu a voz do meu lamento.
 9  O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração.
 10  Envergonhem-se e perturbem-se todos os meus inimigos; tornem atrás e envergonhem-se num momento.
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Capítulo 7
(Endecha de Davi, cantada por ele ao Senhor Deus, referente às palavras de Cus, o benjaminita)

 1 SENHOR, meu Deus, em ti confio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me;
 2  para que ele não arrebate a minha alma, como leão, despedaçando-a, sem que haja quem a livre;
 3  SENHOR, meu Deus, se eu fiz isto, se há perversidade nas minhas mãos,
 4  se paguei com o mal àquele que tinha paz comigo (antes, livrei ao que me oprimia sem causa);
 5  persiga o inimigo a minha alma e alcance -a; calque aos pés a minha vida sobre a terra e reduza a pó a minha glória. (Selá)
 6  Levanta-te, SENHOR, na tua ira; exalta-te por causa do furor dos meus opressores; e desperta por mim, para o juízo que ordenaste.
 7  Assim, te rodeará o ajuntamento de povos; por causa deles, pois, volta às alturas.
 8  O SENHOR julgará os povos; julga-me, SENHOR, conforme a minha justiça e conforme a integridade que há em mim.
 9  Tenha já fim a malícia dos ímpios, mas estabeleça-se o justo; pois tu, ó justo Deus, provas o coração e a mente.
 10 O meu escudo está com Deus, que salva os retos de coração.
 11  Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias.
 12  Se o homem se não converter, Deus afiará a sua espada; já tem armado o seu arco e está aparelhado;
 13  e já para ele preparou armas mortais; e porá em ação as suas setas inflamadas contra os perseguidores.
 14  Eis que esse está com dores de perversidade; concebeu trabalhos e produzirá mentiras.
 15  Cavou um poço, e o fez fundo, e caiu na cova que fez.
 16  A sua obra cairá sobre a sua cabeça; e a sua violência descerá sobre a sua mioleira.
 17  Eu louvarei ao SENHOR segundo a sua justiça e cantarei louvores ao nome do SENHOR Altíssimo.
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Capítulo 8
(Ao regente, segundo Gitite. Uma melodia de Davi)

 1 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!
 2  Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e vingativo.
 3 Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos, a lua e as estrelas que preparaste;
 4  que é o homem mortal para que te lembres dele? E o filho do homem, para que o visites?
 5  Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.
 6  Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés:
 7  todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo;
 8  as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares.
 9  Ó SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome sobre toda a terra!
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Capítulo 9
(Ao regente, segundo Mute-Labém. Uma melodia de Davi)

 1 Eu te louvarei, SENHOR, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas.
 2  Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo.
 3  Porquanto os meus inimigos retrocederam e caíram; e pereceram diante da tua face.
 4  Pois tu tens sustentado o meu direito e a minha causa; tu te assentaste no tribunal, julgando justamente.
 5  Repreendeste as nações, destruíste os ímpios, apagaste o seu nome para sempre e eternamente.
 6  Oh! Inimigo! Consumaram-se as assolações; --tu arrasaste as cidades, e a sua memória pereceu com elas.
 7  Mas o SENHOR está assentado perpetuamente; já preparou o seu tribunal para julgar.
 8  Ele mesmo julgará o mundo com justiça; julgará os povos com retidão.
 9  O SENHOR será também um alto refúgio para o oprimido; um alto refúgio em tempos de angústia.
 10  E em ti confiarão os que conhecem o teu nome; porque tu, SENHOR, nunca desamparaste os que te buscam.
 11 Cantai louvores ao SENHOR, que habita em Sião; anunciai entre os povos os seus feitos,
 12  pois inquire do derramamento de sangue e lembra-se dele; não se esquece do clamor dos aflitos.
 13  Tem misericórdia de mim, SENHOR; vê como me fazem sofrer aqueles que me aborrecem, tu que me levantas das portas da morte;
 14  para que eu conte todos os teus louvores às portas da filha de Sião e me alegre na tua salvação.
 15  As nações precipitaram-se na cova que abriram; na rede que ocultaram ficou preso o seu pé.
 16  O SENHOR é conhecido pelo juízo que fez; enlaçado ficou o ímpio nos seus próprios feitos. (Higaiom; Selá)
 17  Os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem de Deus.
 18  Porque o necessitado não será esquecido para sempre, nem a expectação dos pobres se malogrará perpetuamente.
 19  Levanta-te, SENHOR! Não prevaleça o homem; sejam julgadas as nações perante a tua face.
 20  Tu os pões em medo, SENHOR, para que saibam as nações que são constituídas por meros homens. (Selá)
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Capítulo 10
 1 Por que te conservas longe, SENHOR? Por que te escondes nos tempos de angústia?
 2  Os ímpios, na sua arrogância, perseguem furiosamente o pobre; sejam apanhados nas ciladas que maquinaram.
 3  Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma, bendiz ao avarento e blasfema do SENHOR.
 4  Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus.
 5  Os seus caminhos são sempre atormentadores; os teus juízos estão longe dele, em grande altura; trata com desprezo os seus adversários.
 6  Diz em seu coração: Não serei abalado, porque nunca me verei na adversidade.
 7  A sua boca está cheia de imprecações, de enganos e de astúcia; debaixo da sua língua há malícia e maldade.
 8  Põe-se nos cerrados das aldeias; nos lugares ocultos mata o inocente; os seus olhos estão ocultamente fixos sobre o pobre.
 9  Arma ciladas em esconderijos, como o leão no seu covil; arma ciladas para roubar o pobre; rouba-o colhendo-o na sua rede.
 10  Encolhe-se, abaixa-se, para que os pobres caiam em suas fortes garras.
 11  Diz em seu coração: Deus esqueceu-se; cobriu o seu rosto e nunca verá isto.
 12 Levanta-te, SENHOR! Ó Deus, levanta a tua mão; não te esqueças dos necessitados!
 13  Por que blasfema de Deus o ímpio, dizendo no seu coração que tu não inquirirás?
 14  Tu o viste, porque atentas para o trabalho e enfado, para os tomares sob tuas mãos; a ti o pobre se encomenda; tu és o auxílio do órfão.
 15  Quebranta o braço do ímpio e malvado; busca a sua impiedade até nada mais achares dela.
 16  O SENHOR é Rei eterno; da sua terra serão desarraigados os gentios.
 17  SENHOR, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás o seu coração; os teus ouvidos estarão abertos para eles;
 18  para fazeres justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem, que é da terra, não prossiga mais em usar da violência.
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Capítulo 11
(Ao regente. De Davi)

 1 No SENHOR confio; como dizeis, pois, à minha alma: Foge para a tua montanha como pássaro?
 2  Porque eis que os ímpios armam o arco, põem as flechas na corda, para com elas atirarem, às ocultas, aos retos de coração.
 3  Na verdade, que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?
 4 O SENHOR está no seu santo templo; o trono do SENHOR está nos céus; os seus olhos estão atentos, e as suas pálpebras provam os filhos dos homens.
 5  O SENHOR prova o justo, mas a sua alma aborrece o ímpio e o que ama a violência.
 6  Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso; eis a porção do seu copo.
 7  Porque o SENHOR é justo e ama a justiça; o seu rosto está voltado para os retos.
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Capítulo 12
(Ao regente, na oitava inferior. Uma melodia de Davi)

 1 Salva-nos, SENHOR, porque faltam os homens benignos; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens.
 2  Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado.
 3  O SENHOR cortará todos os lábios lisonjeiros e a língua que fala soberbamente.
 4  Pois dizem: Com a nossa língua prevaleceremos; os lábios são nossos; quem é o senhor sobre nós?
 5  Por causa da opressão dos pobres e do gemido dos necessitados, me levantarei agora, diz o SENHOR; porei em salvo aquele para quem eles assopram.
 6  As palavras do SENHOR são palavras puras como prata refinada em forno de barro e purificada sete vezes.
 7  Tu nos guardarás, SENHOR; desta geração nos livrarás para sempre.
 8  Os ímpios circulam por toda parte quando os mais vis dos filhos dos homens são exaltados.
   Retorna



Capítulo 13
(Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 Até quando te esquecerás de mim, SENHOR? Para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
 2  Até quando consultarei com a minha alma, tendo tristeza no meu coração cada dia? Até quando se exaltará sobre mim o meu inimigo?
 3  Atenta em mim, ouve-me, ó SENHOR, meu Deus; alumia os meus olhos para que eu não adormeça na morte;
 4  para que o meu inimigo não diga: Prevaleci contra ele; e os meus adversários se não alegrem, vindo eu a vacilar.
 5  Mas eu confio na tua benignidade; na tua salvação, meu coração se alegrará.
 6  Cantarei ao SENHOR, porquanto me tem feito muito bem.
   Retorna



Capítulo 14
(Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 Disseram os néscios no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.
 2  O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
 3  Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.
 4 Não terão conhecimento os obreiros da iniqüidade, que comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocam ao SENHOR.
 5  Ali se acharam em grande pavor, porque Deus está na geração dos justos.
 6  Vós envergonhais o conselho dos pobres, porquanto o SENHOR é o seu refúgio.
 7  Oh! Se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o SENHOR fizer voltar os cativos do seu povo, se regozijará Jacó e se alegrará Israel.
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Capítulo 15
(Uma melodia de Davi)

 1 SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?
 2  Aquele que anda em sinceridade, e pratica a justiça, e fala verazmente segundo o seu coração;
 3  aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo, nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo;
 4  aquele a cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao SENHOR; aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda.
 5  Aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem recebe subornos contra o inocente; quem faz isto nunca será abalado.
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Capítulo 16
(Mictão de Davi)

 1 Guarda-me, ó Deus, porque em ti confio.
 2  A minha alma disse ao SENHOR: Tu és o meu Senhor; não tenho outro bem além de ti.
 3  Digo aos santos que estão na terra e aos ilustres em quem está todo o meu prazer:
 4  As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue, nem tomarei o seu nome nos meus lábios.
 5  O SENHOR é a porção da minha herança e o meu cálice; tu sustentas a minha sorte.
 6  As linhas caem-me em lugares deliciosos; sim, coube-me uma formosa herança.
 7  Louvarei ao SENHOR que me aconselhou; até o meu coração me ensina de noite.
 8 Tenho posto o SENHOR continuamente diante de mim; por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei.
 9  Portanto, está alegre o meu coração e se regozija a minha glória; também a minha carne repousará segura.
 10  Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
 11  Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há abundância de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente.
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Capítulo 17
(Uma oração de Davi)

 1 Ouve, SENHOR, a justiça e atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos.
 2  Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão.
 3  Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me e nada achaste; o que pensei, a minha boca não transgredirá.
 4  Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do destruidor.
 5  Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem.
 6  Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos e escuta as minhas palavras.
 7  Faze maravilhosas as tuas beneficências, tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra.
 8 Guarda-me como à menina do olho, esconde-me à sombra das tuas asas,
 9  dos ímpios que me oprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando.
 10  Na sua gordura se encerram e com a boca falam soberbamente.
 11  Andam-nos agora espiando os nossos passos; e fixam os seus olhos em nós para nos derribarem por terra;
 12  parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa e com o leãozinho que se põe em esconderijos.
 13  Levanta-te, SENHOR! Detém-no, derriba -o, livra a minha alma do ímpio, pela tua espada;
 14  dos homens, com a tua mão, SENHOR, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida e cujo ventre enches do teu tesouro oculto; seus filhos estão fartos, e estes dão os seus sobejos às suas crianças.
 15  Quanto a mim, contemplarei a tua face na justiça; eu me satisfarei da tua semelhança quando acordar.
   Retorna



Capítulo 18
(Ao regente. Do servo do Deus de Davi, que falou ao Senhor Deus  as palavras deste cântico no dia em que o Senhor Deus  o  livrará da palma da mão de todos os seus inimigos e da mão de Saul. E ele passou a dizer:)

 1 Eu te amarei do coração, ó SENHOR, fortaleza minha.
 2  O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação e o meu alto refúgio.
 3  Invocarei o nome do SENHOR, que é digno de louvor, e ficarei livre dos meus inimigos.
 4  Cordéis de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram.
 5  Cordas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam.
 6  Na angústia, invoquei ao SENHOR e clamei ao meu Deus; desde o seu templo ouviu a minha voz e aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face.
 7  Então, a terra se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou.
 8  Do seu nariz subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele.
 9  Abaixou os céus e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés.
 10  E montou num querubim e voou; sim, voou sobre as asas do vento.
 11  Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.
 12  Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva, e as brasas de fogo.
 13  E o SENHOR trovejou nos céus; o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo.
 14  Despediu as suas setas e os espalhou; multiplicou raios e os perturbou.
 15  Então, foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, SENHOR, ao soprar das tuas narinas.
 16  Enviou desde o alto e me tomou; tirou-me das muitas águas.
 17  Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu.
 18  Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o SENHOR foi o meu amparo.
 19  Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.
 20 Recompensou-me o SENHOR conforme a minha justiça e retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.
 21  Porque guardei os caminhos do SENHOR e não me apartei impiamente do meu Deus.
 22  Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não rejeitei os seus estatutos.
 23  Também fui sincero perante ele e me guardei da minha iniqüidade.
 24  Pelo que me retribuiu o SENHOR conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.
 25  Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero;
 26  com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável.
 27  Porque tu livrarás o povo aflito e abaterás os olhos altivos.
 28  Porque tu acenderás a minha candeia; o SENHOR, meu Deus, alumiará as minhas trevas.
 29 Porque contigo entrei pelo meio de um esquadrão e com o meu Deus saltei uma muralha.
 30  O caminho de Deus é perfeito; a palavra do SENHOR é provada; é um escudo para todos os que nele confiam.
 31  Porque, quem é Deus senão o SENHOR? E quem é rochedo senão o nosso Deus?
 32  Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho.
 33  Faz os meus pés como os das cervas e põe-me nas minhas alturas.
 34  Adestra as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços quebraram um arco de cobre.
 35  Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu.
 36  Alargaste os meus passos e os meus artelhos não vacilaram.
 37  Persegui os meus inimigos e os alcancei; não voltei, senão depois de os ter consumido.
 38  Atravessei-os, de sorte que não se puderam levantar; caíram debaixo dos meus pés.
 39  Pois me cingiste de força para a peleja; fizeste abater debaixo de mim aqueles que contra mim se levantaram.
 40  Deste-me também o pescoço dos meus inimigos, para que eu pudesse destruir os que me aborrecem.
 41  Clamaram, mas não houve quem os livrasse; até ao SENHOR, mas ele não lhes respondeu.
 42  Então, os esmiucei como o pó diante do vento; deitei-os fora como a lama das ruas.
 43  Livraste-me das contendas do povo e me fizeste cabeça das nações; um povo que não conheci me servirá.
 44  Em ouvindo a minha voz, me obedecerão; os estranhos se submeterão a mim.
 45  Os estranhos decairão e terão medo nas suas fortificações.
 46  O SENHOR vive; e bendito seja o meu rochedo, e exaltado seja o Deus da minha salvação.
 47  É Deus que me vinga inteiramente e sujeita os povos debaixo de mim;
 48  o que me livra de meus inimigos; --sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim, tu me livras do homem violento.
 49  Pelo que, ó SENHOR, te louvarei entre as nações e cantarei louvores ao teu nome.
 50  É ele que engrandece as vitórias do seu rei e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua posteridade para sempre.
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Capítulo 19
(Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
 2  Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite.
 3  Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes
 4  em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol,
 5  que é qual noivo que sai do seu tálamo e se alegra como um herói a correr o seu caminho.
 6  A sua saída é desde uma extremidade dos céus, e o seu curso, até à outra extremidade deles; e nada se furta ao seu calor.
 7 A lei do SENHOR é perfeita e refrigera a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices.
 8  Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e alumia os olhos.
 9  O temor do SENHOR é limpo e permanece eternamente; os juízos do SENHOR são verdadeiros e justos juntamente.
 10  Mais desejáveis são do que o ouro, sim, do que muito ouro fino; e mais doces do que o mel e o licor dos favos.
 11  Também por eles é admoestado o teu servo; e em os guardar há grande recompensa.
 12  Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos.
 13  Também da soberba guarda o teu servo, para que se não assenhoreie de mim; então, serei sincero e ficarei limpo de grande transgressão.
 14  Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, SENHOR, rocha minha e libertador meu!
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Capítulo 20
(Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 O SENHOR te ouça no dia da angústia; o nome do Deus de Jacó te proteja.
 2  Envie-te socorro desde o seu santuário e te sustenha desde Sião.
 3  Lembre-se de todas as tuas ofertas e aceite os teus holocaustos. (Selá)
 4  Conceda-te conforme o teu coração e cumpra todo o teu desígnio.
 5  Nós nos alegraremos pela tua salvação e, em nome do nosso Deus, arvoraremos pendões; satisfaça o SENHOR todas as tuas petições.
 6 Agora sei que o SENHOR salva o seu ungido; ele o ouvirá desde o seu santo céu com a força salvadora da sua destra.
 7  Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR, nosso Deus.
 8  Uns encurvam-se e caem, mas nós nos levantamos e estamos de pé.
 9  Salva-nos, SENHOR! Ouça-nos o Rei quando clamarmos.
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Capítulo 21
(Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 O rei se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija.
 2  Cumpriste-lhe o desejo do seu coração e não desatendeste as súplicas dos seus lábios. (Selá)
 3  Pois o provês das bênçãos de bondade; pões na sua cabeça uma coroa de ouro fino.
 4  Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente.
 5  Grande é a sua glória pela tua salvação; de honra e de majestade o revestiste.
 6  Pois o abençoaste para sempre; tu o enches de gozo com a tua face.
 7 Porque o rei confia no SENHOR e pela misericórdia do Altíssimo nunca vacilará.
 8  A tua mão alcançará todos os teus inimigos; a tua mão direita alcançará aqueles que te aborrecem.
 9  Tu os farás como um forno aceso quando te manifestares; o SENHOR os devorará na sua indignação, e o fogo os consumirá.
 10  Seu fruto destruirás da terra e a sua descendência, dentre os filhos dos homens.
 11  Porque intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.
 12  Portanto, tu lhes farás voltar as costas; e com tuas flechas postas nas cordas lhes apontarás ao rosto.
 13  Exalta-te, SENHOR, na tua força; então, cantaremos e louvaremos o teu poder.
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Capítulo 22
(Ao regente, segundo a Gama da Alva. Uma melodia de Davi)

 1 Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias?
 2  Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego.
 3  Porém tu és Santo, o que habitas entre os louvores de Israel.
 4  Em ti confiaram nossos pais; confiaram, e tu os livraste.
 5  A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram e não foram confundidos.
 6  Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo.
 7  Todos os que me vêem zombam de mim, estendem os lábios e meneiam a cabeça, dizendo:
 8  Confiou no SENHOR, que o livre; livre-o, pois nele tem prazer.
 9  Mas tu és o que me tiraste do ventre; o que me preservaste estando ainda aos seios de minha mãe.
 10  Sobre ti fui lançado desde a madre; tu és o meu Deus desde o ventre de minha mãe.
 11 Não te alongues de mim, pois a angústia está perto, e não há quem ajude.
 12  Muitos touros me cercaram; fortes touros de Basã me rodearam.
 13  Abriram contra mim suas bocas, como um leão que despedaça e que ruge.
 14  Como água me derramei, e todos os meus ossos se desconjuntaram; o meu coração é como cera e derreteu-se dentro de mim.
 15  A minha força se secou como um caco, e a língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte.
 16  Pois me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores me cercou; traspassaram-me as mãos e os pés.
 17  Poderia contar todos os meus ossos; eles vêem e me contemplam.
 18  Repartem entre si as minhas vestes e lançam sortes sobre a minha túnica.
 19  Mas tu, SENHOR, não te alongues de mim; força minha, apressa-te em socorrer-me.
 20  Livra a minha alma da espada e a minha predileta, da força do cão.
 21  Salva-me da boca do leão; sim, ouve-me desde as pontas dos unicórnios.
 22 Então, declararei o teu nome aos meus irmãos; louvar-te-ei no meio da congregação.
 23  Vós que temeis ao SENHOR, louvai -o; todos vós, descendência de Jacó, glorificai-o; e temei-o todos vós, descendência de Israel.
 24  Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.
 25  O meu louvor virá de ti na grande congregação; pagarei os meus votos perante os que o temem.
 26  Os mansos comerão e se fartarão; louvarão ao SENHOR os que o buscam; o vosso coração viverá eternamente.
 27  Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao SENHOR; e todas as gerações das nações adorarão perante a tua face.
 28  Porque o reino é do SENHOR, e ele domina entre as nações.
 29  Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; como também os que não podem reter a sua vida.
 30  Uma semente o servirá; falará do Senhor de geração em geração.
 31  Chegarão e anunciarão a sua justiça ao povo que nascer, porquanto ele o fez.
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Capítulo 23
(Uma melodia de Davi)

 1 O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará.
 2  Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
 3  Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
 4  Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
 5  Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
 6  Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na Casa do SENHOR por longos dias.
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Capítulo 24
(Uma melodia de Davi)

 1 Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.
 2  Porque ele a fundou sobre os mares e a firmou sobre os rios.
 3 Quem subirá ao monte do SENHOR ou quem estará no seu lugar santo?
 4  Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.
 5  Este receberá a bênção do SENHOR e a justiça do Deus da sua salvação.
 6  Esta é a geração daqueles que buscam, daqueles que buscam a tua face, ó Deus de Jacó. (Selá)
 7 Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
 8  Quem é este Rei da Glória? O SENHOR forte e poderoso, o SENHOR poderoso na guerra.
 9  Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória.
 10  Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos; ele é o Rei da Glória. (Selá)
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Capítulo 25
(De Davi)

1 A ti, SENHOR, levanto a minha alma.
 2  Deus meu, em ti confio; não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim.
 3  Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa.
 4  Faze-me saber os teus caminhos, SENHOR; ensina-me as tuas veredas.
 5  Guia-me na tua verdade e ensina-me, pois tu és o Deus da minha salvação; por ti estou esperando todo o dia.
 6  Lembra-te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas benignidades, porque são desde a eternidade.
 7  Não te lembres dos pecados da minha mocidade nem das minhas transgressões; mas, segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, SENHOR.
 8 Bom e reto é o SENHOR; pelo que ensinará o caminho aos pecadores.
 9  Guiará os mansos retamente; e aos mansos ensinará o seu caminho.
 10  Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam o seu concerto e os seus testemunhos.
 11  Por amor do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, pois é grande.
 12  Qual é o homem que teme ao SENHOR? Ele o ensinará no caminho que deve escolher.
 13  A sua alma pousará no bem, e a sua descendência herdará a terra.
 14  O segredo do SENHOR é para os que o temem; e ele lhes fará saber o seu concerto.
 15 Os meus olhos estão continuamente no SENHOR, pois ele tirará os meus pés da rede.
 16  Olha para mim e tem piedade de mim, porque estou solitário e aflito.
 17  As ânsias do meu coração se têm multiplicado; tira-me dos meus apertos.
 18  Olha para a minha aflição e para a minha dor e perdoa todos os meus pecados.
 19  Olha para os meus inimigos, pois se vão multiplicando e me aborrecem com ódio cruel.
 20  Guarda a minha alma e livra-me; não me deixes confundido, porquanto confio em ti.
 21  Guardem-me a sinceridade e a retidão, porquanto espero em ti.
 22  Redime, ó Deus, a Israel de todas as suas angústias.
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Capítulo 26
(De Davi)

 1 Julga-me, SENHOR, pois tenho andado em minha sinceridade; tenho confiado também no SENHOR; não vacilarei.
 2  Examina-me, SENHOR, e prova-me; esquadrinha a minha mente e o meu coração.
 3  Porque a tua benignidade está diante dos meus olhos; e tenho andado na tua verdade.
 4  Não me tenho assentado com homens vãos, nem converso com os homens dissimulados.
 5  Tenho aborrecido a congregação de malfeitores; não me ajunto com os ímpios.
 6 Lavo as minhas mãos na inocência; e assim andarei, SENHOR, ao redor do teu altar,
 7  para publicar com voz de louvor e contar todas as tuas maravilhas.
 8  SENHOR, eu tenho amado a habitação da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória.
 9  Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinolentos,
 10  em cujas mãos há malefício, e cuja mão direita está cheia de subornos.
 11  Mas eu ando na minha sinceridade; livra-me e tem piedade de mim.
 12  O meu pé está posto em caminho plano; nas congregações louvarei ao SENHOR.
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Capítulo 27
(De Davi)

 1 O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?
 2  Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, investiram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.
 3  Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nele confiaria.
 4  Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo.
 5  Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me -á sobre uma rocha.
 6  Também a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão ao redor de mim; pelo que oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.
 7 Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim e responde-me.
 8  Quando tu disseste: Buscai o meu rosto, o meu coração te disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.
 9  Não escondas de mim a tua face e não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda; não me deixes, nem me desampares, ó Deus da minha salvação.
 10  Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.
 11  Ensina-me, SENHOR, o teu caminho e guia-me pela vereda direita, por causa dos que me andam espiando.
 12  Não me entregues à vontade dos meus adversários, pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.
 13  Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria os bens do SENHOR na terra dos viventes.
 14  Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.
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Capítulo 28
(De Davi)

 1 A ti clamarei, ó SENHOR, rocha minha; não emudeças para comigo; não suceda, calando-te tu a meu respeito, que eu me torne semelhante aos que descem à cova.
 2  Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamar, quando levantar as minhas mãos para o oráculo do teu santuário.
 3  Não me arremesses com os ímpios e com os que praticam a iniqüidade; que falam de paz ao seu próximo, mas têm o mal no seu coração.
 4  Retribui-lhes segundo as suas obras e segundo a malícia dos seus esforços; dá-lhes conforme a obra das suas mãos; envia-lhes a sua recompensa.
 5  Porquanto não atentam para as obras do SENHOR, nem para o que as suas mãos têm feito; pelo que ele os derribará e não os reedificará.
 6 Bendito seja o SENHOR, porque ouviu a voz das minhas súplicas.
 7  O SENHOR é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu canto o louvarei.
 8  O SENHOR é a força do seu povo; também é a força salvadora do seu ungido.
 9  Salva o teu povo e abençoa a tua herança; apascenta-os e exalta-os para sempre.
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 Capítulo 29
(Uma melodia de Davi)

 1 Dai ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força.
 2  Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; adorai o SENHOR na beleza da sua santidade.
 3  A voz do SENHOR ouve-se sobre as águas; o Deus da glória troveja; o SENHOR está sobre as muitas águas.
 4  A voz do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade.
 5  A voz do SENHOR quebra os cedros; sim, o SENHOR quebra os cedros do Líbano.
 6  Ele os faz saltar como a um bezerro; ao Líbano e Siriom, como novos unicórnios.
 7  A voz do SENHOR separa as labaredas do fogo.
 8  A voz do SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades.
 9  A voz do SENHOR faz parir as cervas e desnuda as brenhas. E no seu templo cada um diz: Glória!
 10  O SENHOR se assentou sobre o dilúvio; o SENHOR se assenta como Rei perpetuamente.
 11  O SENHOR dará força ao seu povo; o SENHOR abençoará o seu povo com paz.
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Capítulo 30
(Uma melodia. Cântico de inauguração da casa. De Davi)

 1 Exaltar-te-ei, ó SENHOR, porque tu me exaltaste; e não fizeste com que meus inimigos se alegrassem sobre mim.
 2  SENHOR, meu Deus, clamei a ti, e tu me saraste.
 3  SENHOR, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo.
 4  Cantai ao SENHOR, vós que sois seus santos, e celebrai a memória da sua santidade.
 5  Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.
 6 Eu dizia na minha prosperidade: Não vacilarei jamais.
 7  Tu, SENHOR, pelo teu favor fizeste forte a minha montanha; tu encobriste o teu rosto, e fiquei perturbado.
 8  A ti, SENHOR, clamei, e ao SENHOR supliquei.
 9  Que proveito há no meu sangue, quando desço à cova? Porventura, te louvará o pó? Anunciará ele a tua verdade?
 10  Ouve, SENHOR, e tem piedade de mim; SENHOR, sê o meu auxílio.
 11  Tornaste o meu pranto em folguedo; tiraste o meu cilício e me cingiste de alegria;
 12  para que a minha glória te cante louvores e não se cale; SENHOR, Deus meu, eu te louvarei para sempre.
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Capítulo 31
(Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 Em ti, SENHOR, confio; nunca me deixes confundido; livra-me pela tua justiça.
 2  Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve.
 3  Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; pelo que, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.
 4  Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força.
 5  Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me remiste, SENHOR, Deus da verdade.
 6  Aborreço aqueles que se entregam a vaidades enganosas; eu, porém, confio no SENHOR.
 7  Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois consideraste a minha aflição; conheceste a minha alma nas angústias.
 8  E não me entregaste nas mãos do inimigo; puseste os meus pés num lugar espaçoso.
 9 Tem misericórdia de mim, ó SENHOR, porque estou angustiado; consumidos estão de tristeza os meus olhos, a minha alma e o meu corpo.
 10  Porque a minha vida está gasta de tristeza, e os meus anos, de suspiros; a minha força descai por causa da minha iniqüidade, e os meus ossos se consomem.
 11  Por causa de todos os meus inimigos, fui o opróbrio dos meus vizinhos e um horror para os meus conhecidos; os que me viam na rua fugiam de mim.
 12  Estou esquecido no coração deles, como um morto; sou como um vaso quebrado.
 13  Pois ouvi a murmuração de muitos; temor havia ao redor; porquanto todos se conluiavam contra mim; intentam tirar-me a vida.
 14  Mas eu confiei em ti, SENHOR; e disse: Tu és o meu Deus.
 15  Os meus tempos estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem.
 16  Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tuas misericórdias.
 17  Não me deixes confundido, SENHOR, porque te tenho invocado; deixa confundidos os ímpios; emudeçam na sepultura.
 18  Emudeçam os lábios mentirosos que dizem coisas más com arrogância e desprezo contra o justo.
 19 Oh! Quão grande é a tua bondade, que guardaste para os que te temem, e que tu mostraste àqueles que em ti confiam na presença dos filhos dos homens!
 20  Tu os esconderás, no secreto da tua presença, das intrigas dos homens; ocultá-los-ás, em um pavilhão, da contenda das línguas.
 21  Bendito seja o SENHOR, pois fez maravilhosa a sua misericórdia para comigo em cidade segura.
 22  Pois eu dizia na minha pressa: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste a voz das minhas súplicas, quando eu a ti clamei.
 23  Amai ao SENHOR, vós todos os que sois seus santos; porque o SENHOR guarda os fiéis e retribui com abundância aos soberbos.
 24  Esforçai-vos, e ele fortalecerá o vosso coração, vós todos os que esperais no SENHOR.
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Capítulo 32
(De Davi. Masquil)

 1 Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto.
 2  Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano.
 3  Enquanto eu me calei, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia.
 4  Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. (Selá)
 5  Confessei-te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. (Selá)
 6  Pelo que todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas a ele não chegarão.
 7 Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. (Selá)
 8  Instruir-te-ei e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos.
 9  Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio, para que se não atirem a ti.
 10  O ímpio tem muitas dores, mas aquele que confia no SENHOR, a misericórdia o cercará.
 11  Alegrai-vos no SENHOR e regozijai-vos, vós, os justos; e cantai alegremente todos vós que sois retos de coração.
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Capítulo 33
 1 Regozijai-vos no SENHOR, vós, justos, pois aos retos convém o louvor.
 2  Louvai ao SENHOR com harpa, cantai a ele com saltério de dez cordas.
 3  Cantai-lhe um cântico novo; tocai bem e com júbilo.
 4  Porque a palavra do SENHOR é reta, e todas as suas obras são fiéis.
 5  Ele ama a justiça e o juízo; a terra está cheia da bondade do SENHOR.
 6  Pela palavra do SENHOR foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito da sua boca.
 7  Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe os abismos em tesouros.
 8  Tema toda a terra ao SENHOR; temam-no todos os moradores do mundo.
 9  Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu.
 10  O SENHOR desfaz o conselho das nações; quebranta os intentos dos povos.
 11  O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração, de geração em geração.
 12 Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo que ele escolheu para a sua herança.
 13  O SENHOR olha desde os céus e está vendo a todos os filhos dos homens;
 14  da sua morada contempla todos os moradores da terra.
 15  Ele é que forma o coração de todos eles, que contempla todas as suas obras.
 16  Não há rei que se salve com a grandeza de um exército, nem o homem valente se livra pela muita força.
 17  O cavalo é vão para a segurança; não livra ninguém com a sua grande força.
 18  Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia,
 19  para livrar a sua alma da morte e para os conservar vivos na fome.
 20  A nossa alma espera no SENHOR; ele é o nosso auxílio e o nosso escudo.
 21  Pois nele se alegra o nosso coração, porquanto temos confiado no seu santo nome.
 22  Seja a tua misericórdia, SENHOR, sobre nós, como em ti esperamos.
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Capítulo 34
(De Davi, no tempo em que disfarçou a sua sanidade diante de Abimeleque, de modo que este o expulsou e  ele se foi)

 1 Louvarei ao SENHOR em todo o tempo; o seu louvor estará continuamente na minha boca.
 2  A minha alma se gloriará no SENHOR; os mansos o ouvirão e se alegrarão.
 3  Engrandecei ao SENHOR comigo, e juntos exaltemos o seu nome.
 4  Busquei ao SENHOR, e ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores.
 5  Olharam para ele, e foram iluminados; e os seus rostos não ficarão confundidos.
 6  Clamou este pobre, e o SENHOR o ouviu; e o salvou de todas as suas angústias.
 7  O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra.
 8  Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.
 9  Temei ao SENHOR, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem.
 10  Os filhos dos leões necessitam e sofrem fome, mas aqueles que buscam ao SENHOR de nada têm falta.
 11 Vinde, meninos, ouvi-me; eu vos ensinarei o temor do SENHOR.
 12  Quem é o homem que deseja a vida, que quer largos dias para ver o bem?
 13  Guarda a tua língua do mal e os teus lábios, de falarem enganosamente.
 14  Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a.
 15  Os olhos do SENHOR estão sobre os justos; e os seus ouvidos, atentos ao seu clamor.
 16  A face do SENHOR está contra os que fazem o mal, para desarraigar da terra a memória deles.
 17  Os justos clamam, e o SENHOR os ouve e os livra de todas as suas angústias.
 18  Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito.
 19  Muitas são as aflições do justo, mas o SENHOR o livra de todas.
 20  Ele lhe guarda todos os seus ossos; nem sequer um deles se quebra.
 21  A malícia matará o ímpio, e os que aborrecem o justo serão punidos.
 22  O SENHOR resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será condenado.
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Capítulo 35
(De Davi)

 1 Pleiteia, SENHOR, com aqueles que pleiteiam comigo; peleja contra os que pelejam contra mim.
 2  Pega do escudo e da rodela e levanta-te em minha ajuda.
 3  Tira da lança e obstrui o caminho aos que me perseguem; dize à minha alma: Eu sou a tua salvação.
 4  Sejam confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida; voltem atrás e envergonhem-se os que contra mim intentam o mal.
 5  Sejam como pragana perante o vento; o anjo do SENHOR os faça fugir.
 6  Seja o seu caminho tenebroso e escorregadio, e o anjo do SENHOR os persiga.
 7  Porque sem causa encobriram de mim a rede na cova, que sem razão cavaram para a minha alma.
 8  Sobrevenha-lhes destruição sem o saberem, e prenda-os a rede que ocultaram; caiam eles nessa mesma destruição.
 9  E a minha alma se alegrará no SENHOR; alegrar-se -á na sua salvação.
 10  Todos os meus ossos dirão: SENHOR, quem é como tu? Pois livras o pobre daquele que é mais forte do que ele; sim, o pobre e o necessitado, daquele que os rouba.
 11 Falsas testemunhas se levantaram; depuseram contra mim coisas que eu não sabia.
 12  Tornaram-me o mal pelo bem, roubando a minha alma.
 13  Mas, quanto a mim, quando estavam enfermos, a minha veste era pano de saco; humilhava a minha alma com o jejum, e a minha oração voltava para o meu seio.
 14  Portava-me com ele como se fora meu irmão ou amigo; andava lamentando e muito encurvado, como quem chora por sua mãe.
 15  Mas eles com a minha adversidade se alegravam e se congregavam; os abjetos se congregavam contra mim, e eu não o sabia; rasgavam-me e não cessavam.
 16  Como hipócritas zombadores nas festas, rangiam os dentes contra mim.
 17 Senhor, até quando verás isto? Resgata a minha alma das suas assolações, e a minha predileta, dos leões.
 18  Louvar-te-ei na grande congregação; entre muitíssimo povo te celebrarei.
 19  Não se alegrem de mim os meus inimigos sem razão, nem pisquem os olhos aqueles que me aborrecem sem causa.
 20  Pois não falam de paz; antes, projetam enganar os quietos da terra.
 21  Abrem a boca de par em par contra mim e dizem: Ah! Ah! Os nossos olhos o viram!
 22  Tu, SENHOR, o viste, não te cales; Senhor, não te alongues de mim;
 23  desperta e acorda para o meu julgamento, para a minha causa, Deus meu e Senhor meu!
 24  Julga-me segundo a tua justiça, SENHOR, Deus meu, e não deixes que se alegrem de mim.
 25  Não digam em seu coração: Eia, sus, alma nossa! Não digam: Nós o havemos devorado!
 26  Envergonhem-se e confundam-se à uma os que se alegram com o meu mal; vistam-se de vergonha e de confusão os que se engrandecem contra mim.
 27  Cantem e alegrem-se os que amam a minha justiça, e digam continuamente: O SENHOR, que ama a prosperidade do seu servo, seja engrandecido.
 28  E assim a minha língua falará da tua justiça e do teu louvor, todo o dia.
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Capítulo 36
(Ao regente. Do servo de Deus, Davi)

 1 A prevaricação do ímpio fala no íntimo do seu coração; não há temor de Deus perante os seus olhos.
 2  Porque em seus olhos se lisonjeia, até que a sua iniqüidade se mostre detestável.
 3  As palavras da sua boca são malícia e engano; deixou de entender e de fazer o bem.
 4  Maquina o mal na sua cama; põe-se em caminho que não é bom; não aborrece o mal.
 5 A tua misericórdia, SENHOR, está nos céus, e a tua fidelidade chega até às mais excelsas nuvens.
 6  A tua justiça é como as grandes montanhas; os teus juízos são um grande abismo; SENHOR, tu conservas os homens e os animais.
 7  Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade! E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas.
 8  Eles se fartarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias;
 9  porque em ti está o manancial da vida; na tua luz veremos a luz.
 10  Estende a tua benignidade sobre os que te conhecem, e a tua justiça sobre os retos de coração.
 11  Não venha sobre mim o pé dos soberbos, e não me mova a mão dos ímpios.
 12  Ali caem os obreiros da iniqüidade; cairão e não se poderão levantar.
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Capítulo 37
(De Davi)

 1 Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniqüidade.
 2  Porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura.
 3  Confia no SENHOR e faze o bem; habitarás na terra e, verdadeiramente, serás alimentado.
 4  Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração.
 5  Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará.
 6  E ele fará sobressair a tua justiça como a luz; e o teu juízo, como o meio-dia.
 7 Descansa no SENHOR e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos.
 8  Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal.
 9  Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no SENHOR herdarão a terra.
 10  Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá.
 11  Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.
 12  O ímpio maquina contra o justo e contra ele range os dentes.
 13  O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia.
 14  Os ímpios puxaram da espada e entesaram o arco, para derribarem o pobre e necessitado e para matarem os de reto caminho.
 15  Mas a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão.
 16  Vale mais o pouco que tem o justo do que as riquezas de muitos ímpios.
 17  Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o SENHOR sustém os justos.
 18  O SENHOR conhece os dias dos retos, e a sua herança permanecerá para sempre.
 19  Não serão envergonhados nos dias maus e nos dias de fome se fartarão.
 20  Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do SENHOR serão como a gordura dos cordeiros; desaparecerão e em fumaça se desfarão.
 21 O ímpio toma emprestado e não paga; mas o justo se compadece e dá.
 22  Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados.
 23  Os passos de um homem bom são confirmados pelo SENHOR, e ele deleita-se no seu caminho.
 24  Ainda que caia, não ficará prostrado, pois o SENHOR o sustém com a sua mão.
 25  Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão.
 26  Compadece-se sempre, e empresta, e a sua descendência é abençoada.
 27  Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre.
 28  Porque o SENHOR ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a descendência dos ímpios será desarraigada.
 29  Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre.
 30  A boca do justo fala da sabedoria; a sua língua fala do que é reto.
 31  A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão.
 32  O ímpio espreita o justo e procura matá-lo.
 33  O SENHOR não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado.
 34 Espera no SENHOR e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados.
 35  Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal.
 36  Mas passou e já não é; procurei-o, mas não se pôde encontrar.
 37  Nota o homem sincero e considera o que é reto, porque o futuro desse homem será de paz.
 38  Quanto aos transgressores, serão, à uma, destruídos, e as relíquias dos ímpios todas perecerão.
 39  Mas a salvação dos justos vem do SENHOR; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia.
 40  E o SENHOR os ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará, porquanto confiam nele.
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Capítulo 38
(Uma melodia de Davi, para fazer lembrar)

 1 Ó SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor.
 2  Porque as tuas flechas se cravaram em mim, e a tua mão sobre mim desceu.
 3  Não há coisa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem há paz em meus ossos, por causa do meu pecado.
 4  Pois já as minhas iniqüidades ultrapassam a minha cabeça; como carga pesada são demais para as minhas forças.
 5  As minhas chagas cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura.
 6  Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando todo o dia.
 7  Porque os meus lombos estão cheios de ardor, e não há coisa sã na minha carne.
 8  Estou fraco e mui quebrantado; tenho rugido por causa do desassossego do meu coração.
 9  Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto.
 10  O meu coração dá voltas, a minha força me falta; quanto à luz dos meus olhos, até essa me deixou.
 11  Os meus amigos e os meus propínquos afastam-se da minha chaga; e os meus parentes se põem em distância.
 12 Também os que buscam a minha vida me armam laços, e os que procuram o meu mal dizem coisas que danificam e imaginam astúcias todo o dia.
 13  Mas eu, como surdo, não ouvia e, como mudo, não abri a boca.
 14  Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não há reprovação.
 15  Porque em ti, SENHOR, espero; tu, Senhor, meu Deus, me ouvirás.
 16  Porque dizia eu: Ouve-me, para que se não alegrem de mim; quando escorrega o meu pé, eles se engrandecem contra mim.
 17  Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim.
 18  Porque eu confessarei a minha iniqüidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado.
 19  Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes, e os que sem causa me odeiam se engrandecem.
 20  Os que dão mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom.
 21  Não me desampares, SENHOR; meu Deus, não te alongues de mim.
 22  Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.
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Capítulo 39
(Ao regente de Jedutum. Uma melodia de Davi.)

 1 Eu disse: Guardarei os meus caminhos para não delinqüir com a minha língua; enfrearei a minha boca enquanto o ímpio estiver diante de mim.
 2  Com o silêncio fiquei como mudo; calava-me mesmo acerca do bem; mas a minha dor se agravou.
 3  Incendeu-se dentro de mim o meu coração; enquanto eu meditava se acendeu um fogo: então falei com a minha língua. Disse:
 4  Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.
 5  Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá)
 6  Na verdade, todo homem anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam; amontoam riquezas e não sabem quem as levará.
 7 Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti.
 8  Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos.
 9  Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste.
 10  Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão.
 11  Se com repreensões castigas alguém, por causa da iniqüidade, logo destróis, como traça, a sua beleza; de sorte que todo homem é vaidade. (Selá)
 12  Ouve, SENHOR, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque sou para contigo como um estranho, e peregrino como todos os meus pais.
 13  Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá e não seja mais.
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Capítulo 40
(Ao regente. De Davi, uma melodia)

 1 Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.
 2  Tirou-me de um lago horrível, de um charco de lodo; pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos;
 3  e pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR.
 4  Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e que não respeita os soberbos, nem os que se desviam para a mentira.
 5  Muitas são, SENHOR, meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; eu quisera anunciá-los e manifestá-los, mas são mais do que se podem contar.
 6 Sacrifício e oferta não quiseste; os meus ouvidos abriste; holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste.
 7  Então disse: Eis aqui venho; no rolo do livro está escrito de mim:
 8  Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração.
 9  Preguei a justiça na grande congregação; eis que não retive os meus lábios, SENHOR, tu o sabes.
 10  Não escondi a tua justiça dentro do meu coração; apregoei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da grande congregação a tua benignidade e a tua verdade.
 11 Não detenhas para comigo, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade.
 12  Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniqüidades me prenderam, de modo que não posso olhar para cima; são mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça, pelo que desfalece o meu coração.
 13  Digna-te, SENHOR, livrar-me; SENHOR, apressa-te em meu auxílio.
 14  Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal.
 15  Confundidos sejam em troca da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah!
 16  Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Engrandecido seja o SENHOR.
 17  Eu sou pobre e necessitado; mas o Senhor cuida de mim: tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.
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Capítulo 41 (Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal.
 2  O SENHOR o livrará e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.
 3  O SENHOR o sustentará no leito da enfermidade; tu renovas a sua cama na doença.
 4  Eu dizia: SENHOR, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti.
 5 Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome?
 6  E, se algum deles vem ver-me, diz coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; em saindo para fora, é disso que fala.
 7  Todos os que me aborrecem murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo:
 8  Uma doença má se lhe pegou; e, pois que está deitado, não se levantará mais.
 9  Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.
 10  Mas tu, SENHOR, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago.
 11  Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim.
 12  Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade e me puseste diante da tua face para sempre.
 13  Bendito seja o SENHOR, Deus de Israel, de século em século! Amém e amém!
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( Livro segundo Salmos 42 a 72)
Capítulo 42
(Ao regente. Masquil para os filhos de Corá)

 1 Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus!
 2  A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?
 3  As minhas lágrimas servem-me de mantimento de dia e de noite, porquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus?
 4  Quando me lembro disto, dentro de mim derramo a minha alma; pois eu havia ido com a multidão; fui com eles à Casa de Deus, com voz de alegria e louvor, com a multidão que festejava.
 5  Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei na salvação da sua presença.
 6 Ó meu Deus, dentro de mim a minha alma está abatida; portanto, lembro-me de ti desde a terra do Jordão, e desde o Hermon, e desde o pequeno monte.
 7  Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas têm passado sobre mim.
 8  Contudo, o SENHOR mandará de dia a sua misericórdia, e de noite a sua canção estará comigo: a oração ao Deus da minha vida.
 9  Direi a Deus, a minha Rocha: Por que te esqueceste de mim? Por que ando angustiado por causa da opressão do inimigo?
 10  Como com ferida mortal em meus ossos, me afrontam os meus adversários, quando todo o dia me dizem: Onde está o teu Deus?
 11  Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e o meu Deus.
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Capítulo 43

 1 Faze-me justiça, ó Deus, e pleiteia a minha causa contra a gente ímpia; livra-me do homem fraudulento e injusto.
 2  Pois tu és o Deus da minha fortaleza; por que me rejeitas? Por que me visto de luto por causa da opressão do inimigo?
 3  Envia a tua luz e a tua verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos.
 4  Então, irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha grande alegria, e com harpa te louvarei, ó Deus, Deus meu.
 5  Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face e Deus meu.
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Capítulo 44
(Ao regente. Dos filhos de Corá. Masquil)

 1 Ó Deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado os feitos que realizaste em seus dias, nos tempos da antiguidade.
 2  Como expeliste as nações com a tua mão e aos nossos pais plantaste; como afligiste os povos e aos nossos pais alargaste.
 3  Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, e sim a tua destra, e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles.
 4  Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena salvações para Jacó.
 5  Por ti venceremos os nossos inimigos; pelo teu nome pisaremos os que se levantam contra nós.
 6  Pois eu não confiarei no meu arco, nem a minha espada me salvará.
 7  Mas tu nos salvaste dos nossos inimigos e confundiste os que nos aborreciam.
 8  Em Deus nos gloriamos todo o dia e louvamos o teu nome eternamente. (Selá)
 9 Mas, agora, tu nos rejeitaste, e nos confundiste, e não sais com os nossos exércitos.
 10  Tu nos fazes retirar-nos do inimigo, e aqueles que nos odeiam nos tomam como saque.
 11  Tu nos entregaste como ovelhas para comer e nos espalhaste entre as nações.
 12  Tu vendes por nada o teu povo e não aumentas a tua riqueza com o seu preço.
 13  Tu nos fazes o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria daqueles que estão à roda de nós.
 14  Tu nos pões por provérbio entre as nações, por movimento de cabeça entre os povos.
 15  A minha confusão está constantemente diante de mim, e a vergonha do meu rosto me cobre,
 16  à voz daquele que afronta e blasfema, por causa do inimigo e do que se vinga.
 17 Tudo isto nos sobreveio; todavia, não nos esquecemos de ti, nem nos houvemos falsamente contra o teu concerto.
 18  O nosso coração não voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram das tuas veredas,
 19  ainda que nos quebrantaste num lugar de dragões e nos cobriste com a sombra da morte.
 20  Se nós esquecermos o nome do nosso Deus e estendermos as nossas mãos para um deus estranho,
 21  porventura, não conhecerá Deus isso? Pois ele sabe os segredos do coração.
 22  Sim, por amor de ti, somos mortos todo dia; somos reputados como ovelhas para o matadouro.
 23  Desperta! Por que dormes, Senhor? Acorda! Não nos rejeites para sempre!
 24  Por que escondes a face e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão?
 25  Pois a nossa alma está abatida até ao pó; o nosso corpo, curvado até ao chão.
 26  Levanta-te em nosso auxílio e resgata-nos por amor das tuas misericórdias.
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Capítulo 45
(Ao regente, segundo Os Lírios. Dos filhos de Corá. Masquil. Cântico das mulheres amadas.)

 1 O meu coração ferve com palavras boas; falo do que tenho feito no tocante ao rei; a minha língua é a pena de um destro escritor.
 2  Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso, Deus te abençoou para sempre.
 3  Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade.
 4  E neste teu esplendor cavalga prosperamente pela causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis.
 5  As tuas flechas são agudas no coração dos inimigos do rei, e por elas os povos caíram debaixo de ti.
 6 O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de eqüidade.
 7  Tu amas a justiça e aborreces a impiedade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.
 8  Todas as tuas vestes cheiram a mirra, a aloés e a cássia, desde os palácios de marfim de onde te alegram.
 9  As filhas dos reis estavam entre as tuas ilustres donzelas; à tua direita estava a rainha ornada de finíssimo ouro de Ofir.
 10 Ouve, filha, e olha, e inclina teus ouvidos; esquece-te do teu povo e da casa de teu pai.
 11  Então, o rei se afeiçoará à tua formosura, pois ele é teu senhor; obedece-lhe.
 12  E a filha de Tiro estará ali com presentes; os ricos do povo suplicarão o teu favor.
 13  A filha do rei é toda ilustre no seu palácio; as suas vestes são de ouro tecido.
 14  Levá-la-ão ao rei com vestes bordadas; as virgens que a acompanham a trarão a ti.
 15  Com alegria e regozijo serão trazidas; elas entrarão no palácio do rei.
 16  Em lugar de teus pais será a teus filhos que farás príncipes sobre toda a terra.
 17  Farei lembrado o teu nome de geração em geração; pelo que os povos te louvarão eternamente.
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Capítulo 46
(Ao regente. Dos filhos de Corá, em As Donzelas. Um cântico)

 1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
 2  Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
 3  Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá)
 4  Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
 5  Deus está no meio dela; não será abalada; Deus a ajudará ao romper da manhã.
 6 As nações se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu.
 7  O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá)
 8  Vinde, contemplai as obras do SENHOR; que desolações tem feito na terra!
 9  Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
 10  Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra.
 11  O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá)
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Capítulo 47
(Ao regente. Dos filhos de Corá. Uma melodia)

 1 Aplaudi com as mãos, todos os povos; cantai a Deus com voz de triunfo.
 2  Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo e Rei grande sobre toda a terra.
 3  Ele nos submeterá os povos e porá as nações debaixo dos nossos pés.
 4  Escolherá para nós a nossa herança, a glória de Jacó, a quem amou. (Selá)
 5 Deus subiu com júbilo, o SENHOR subiu ao som da trombeta.
 6  Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores.
 7  Pois Deus é o Rei de toda a terra; cantai louvores com inteligência.
 8  Deus reina sobre as nações; Deus se assenta sobre o trono da sua santidade.
 9  Os príncipes dos povos se congregam para serem o povo do Deus de Abraão; porque os escudos da terra são de Deus; ele está muito elevado!
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Capítulo 48
(Um cântico. Uma melodia dos filhos de Corá)

 1 Grande é o SENHOR e mui digno de louvor na cidade do nosso Deus, no seu monte santo.
 2  Formoso de sítio e alegria de toda a terra é o monte Sião sobre os lados do Norte, a cidade do grande Rei.
 3  Deus é conhecido nos seus palácios por um alto refúgio.
 4  Porque eis que os reis se ajuntaram; eles passaram juntos.
 5  Viram-no e ficaram maravilhados; ficaram assombrados e se apressaram em fugir.
 6  Tremor ali os tomou, e dores, como de parturiente.
 7  Tu quebras as naus de Társis com um vento oriental.
 8 Como o ouvimos, assim o vimos na cidade do SENHOR dos Exércitos, na cidade do nosso Deus. Deus a confirmará para sempre. (Selá)
 9  Lembramo-nos, ó Deus, da tua benignidade no meio do teu templo.
 10  Segundo é o teu nome, ó Deus, assim é o teu louvor, até aos confins da terra; a tua mão direita está cheia de justiça.
 11  Alegre-se o monte de Sião; alegrem-se as filhas de Judá por causa dos teus juízos.
 12  Rodeai Sião; cercai-a; contai as suas torres;
 13  notai bem os seus antemuros; observai os seus palácios, para que tudo narreis à geração seguinte.
 14  Porque este Deus é o nosso Deus para sempre; ele será nosso guia até à morte.
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Capítulo 49
(Ao regente. Dos filhos de Corá. Uma melodia.)

 1 Ouvi isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo,
 2  quer humildes quer grandes, tanto ricos como pobres.
 3  A minha boca falará da sabedoria; e a meditação do meu coração será de entendimento.
 4  Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; decifrarei o meu enigma na harpa.
 5  Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniqüidade dos que me armam ciladas?
 6 Aqueles que confiam na sua fazenda e se gloriam na multidão das suas riquezas,
 7  nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele
 8  (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes);
 9  por isso, tampouco viverá para sempre ou deixará de ver a corrupção;
 10  porque vê que os sábios morrem, que perecem igualmente o louco e o bruto e deixam a outros os seus bens.
 11  O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas, e as suas habitações, de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes.
 12  Todavia, o homem que está em honra não permanece; antes, é como os animais, que perecem.
 13  Este caminho deles é a sua loucura; contudo, a sua posteridade aprova as suas palavras. (Selá)
 14  Como ovelhas, são enterrados; a morte se alimentará deles; os retos terão domínio sobre eles na manhã; e a sua formosura na sepultura se consumirá, por não ter mais onde more.
 15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. (Selá)
 16  Não temas quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece.
 17  Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.
 18  Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma, e os homens o louvem quando faz bem a si mesmo,
 19  irá para a geração dos seus pais; eles nunca verão a luz.
 20  O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.
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Capítulo 50
(Uma melodia de Asafe)

 1 O Deus poderoso, o SENHOR, falou e chamou a terra desde o nascimento do sol até ao seu ocaso.
 2  Desde Sião, a perfeição da formosura, resplandeceu Deus.
 3  Virá o nosso Deus e não se calará; adiante dele um fogo irá consumindo, e haverá grande tormenta ao redor dele.
 4  Do alto, chamará os céus e a terra, para julgar o seu povo.
 5  Congregai os meus santos, aqueles que fizeram comigo um concerto com sacrifícios.
 6  E os céus anunciarão a sua justiça, pois Deus mesmo é o Juiz. (Selá)
 7 Ouve, povo meu, e eu falarei; ó Israel, e eu, Deus, o teu Deus, protestarei contra ti.
 8  Não te repreenderei pelos teus sacrifícios, ou holocaustos, de contínuo perante mim.
 9  Da tua casa não tirarei bezerro nem bodes dos teus currais.
 10  Porque meu é todo animal da selva e as alimárias sobre milhares de montanhas.
 11  Conheço todas as aves dos montes; e minhas são todas as feras do campo.
 12  Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude.
 13  Comerei eu carne de touros? Ou beberei sangue de bodes?
 14  Oferece a Deus sacrifício de louvor e paga ao Altíssimo os teus votos.
 15  E invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás.
 16 Mas ao ímpio diz Deus: Que tens tu que recitar os meus estatutos e que tomar o meu concerto na tua boca,
 17  pois aborreces a correção e lanças as minhas palavras para detrás de ti?
 18  Quando vês o ladrão, consentes com ele; e tens a tua parte com adúlteros.
 19  Soltas a tua boca para o mal, e a tua língua compõe o engano.
 20  Assentas-te a falar contra teu irmão; falas mal contra o filho de tua mãe.
 21  Estas coisas tens feito, e eu me calei; pensavas que era como tu; mas eu te argüirei, e, em sua ordem, tudo porei diante dos teus olhos.
 22  Ouvi, pois, isto, vós que vos esqueceis de Deus; para que vos não faça em pedaços, sem haver quem vos livre.
 23  Aquele que oferece sacrifício de louvor me glorificará; e àquele que bem ordena o seu caminho eu mostrarei a salvação de Deus.
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Capítulo 51
(Ao regente. Uma melodia de Davi. Quando Natã, o profeta, veio até ele, depois de ele ter tido relações com Bate-Seba)

 1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.
 2  Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado.
 3  Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.
 4  Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mal, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares.
 5  Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.
 6  Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.
 7 Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve.
 8  Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
 9  Esconde a tua face dos meus pecados e apaga todas as minhas iniqüidades.
 10  Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova em mim um espírito reto.
 11  Não me lances fora da tua presença e não retires de mim o teu Espírito Santo.
 12  Torna a dar-me a alegria da tua salvação e sustém-me com um espírito voluntário.
 13  Então, ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.
 14 Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.
 15  Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.
 16  Porque te não comprazes em sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.
 17  Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.
 18  Abençoa a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.
 19  Então, te agradarás de sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então, se oferecerão novilhos sobre o teu altar.
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Capítulo 52
(Ao regente. Masquil. De Davi, quando Doegue, o edomita, chegou e passou a contar a Saul e a dizer-lhe que Davi chegara à casa de Aimeleque)

 1 Por que te glorias na malícia, ó homem poderoso? Pois a bondade de Deus permanece continuamente.
 2  A tua língua intenta o mal, como uma navalha afiada, traçando enganos.
 3  Tu amas mais o mal do que o bem; e mais a mentira do que o falar conforme a retidão. (Selá)
 4  Amas todas as palavras devoradoras, ó língua fraudulenta.
 5  Também Deus te destruirá para sempre; arrebatar-te -á e arrancar-te -á da tua habitação; e desarraigar-te -á da terra dos viventes. (Selá)
 6 E os justos o verão, e temerão, e se rirão dele, dizendo:
 7  Eis aqui o homem que não pôs a Deus por sua fortaleza; antes, confiou na abundância das suas riquezas e se fortaleceu na sua maldade.
 8  Mas eu sou como a oliveira verde na Casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para sempre, eternamente.
 9  Para sempre te louvarei, porque tu isso fizeste; e esperarei no teu nome, porque é bom diante de teus santos.
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Capítulo 53
(Ao regente, sobre Maalate. Masquil. De Davi)

 1 Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido e têm cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem.
 2  Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus.
 3  Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.
 4  Acaso não têm conhecimento estes obreiros da iniqüidade, os quais comem o meu povo como se comessem pão? Eles não invocam a Deus.
 5  Eis que se acharam em grande temor, onde temor não havia, porque Deus espalhou os ossos daquele que te cercava; tu os confundiste, porque Deus os rejeitou.
 6  Oh! Se de Sião já viesse a salvação de Israel! Quando Deus fizer voltar os cativos do seu povo, então, se regozijará Jacó e se alegrará Israel.
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Capítulo 54
(Ao regente, em instrumentos de cordas. Masquil. De Davi. Quando os zifitas chegaram e passaram a dizer a Saul: "Não se esconde Davi conosco?")

 1 Salva-me, ó Deus, pelo teu nome, e faze-me justiça pelo teu poder.
 2  Ó Deus, ouve a minha oração; inclina os teus ouvidos às palavras da minha boca.
 3  Porque estranhos se levantam contra mim, e tiranos procuram a minha vida; não põem a Deus perante os seus olhos. (Selá)
 4 Eis que Deus é o meu ajudador; o SENHOR está com aqueles que sustêm a minha alma.
 5  Ele pagará o mal daqueles que me andam espiando; destrói-os por tua verdade.
 6  Eu te oferecerei voluntariamente sacrifícios; louvarei o teu nome, ó SENHOR, porque é bom,
 7  porque me livrou de toda a angústia; e os meus olhos viram cumprido o meu desejo acerca dos meus inimigos.
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Capítulo 55
(Ao regente, em instrumentos de cordas. Masquil. De Davi)

 1 Inclina, ó Deus, os teus ouvidos à minha oração e não te escondas da minha súplica.
 2  Atende-me e ouve-me; lamento-me e rujo,
 3  por causa do clamor do inimigo e da opressão do ímpio; pois lançam sobre mim iniqüidade e com furor me aborrecem.
 4  O meu coração está dorido dentro de mim, e terrores de morte sobre mim caíram.
 5  Temor e tremor me sobrevêm; e o horror me cobriu.
 6  Pelo que disse: Ah! Quem me dera asas como de pomba! Voaria e estaria em descanso.
 7  Eis que fugiria para longe e pernoitaria no deserto. (Selá)
 8  Apressar-me-ia a escapar da fúria do vento e da tempestade.
 9 Despedaça, Senhor, e divide a sua língua, pois tenho visto violência e contenda na cidade.
 10  De dia e de noite andam ao redor dela, sobre os seus muros; iniqüidade e malícia estão no meio dela.
 11  Maldade há lá dentro; astúcia e engano não se apartam das suas ruas.
 12  Pois não era um inimigo que me afrontava; então, eu o teria suportado; nem era o que me aborrecia que se engrandecia contra mim, porque dele me teria escondido,
 13  mas eras tu, homem meu igual, meu guia e meu íntimo amigo.
 14  Praticávamos juntos suavemente, e íamos com a multidão à Casa de Deus.
 15  A morte os assalte, e vivos os engula a terra; porque há maldade nas suas habitações e no seu próprio interior.
 16 Mas eu invocarei a Deus, e o SENHOR me salvará.
 17  De tarde, e de manhã, e ao meio-dia, orarei; e clamarei, e ele ouvirá a minha voz.
 18  Livrou em paz a minha alma da guerra que me moviam; pois eram muitos contra mim.
 19  Deus ouvirá; e os afligirá aquele que preside desde a antiguidade (Selá), porque não há neles nenhuma mudança, e tampouco temem a Deus.
 20  Puseram suas mãos nos que tinham paz com ele; romperam a sua aliança.
 21  A sua boca era mais macia do que a manteiga, mas no seu coração, guerra; as suas palavras eram mais brandas do que o azeite; todavia, eram espadas nuas.
 22  Lança o teu cuidado sobre o SENHOR, e ele te susterá; nunca permitirá que o justo seja abalado.
 23  Mas tu, ó Deus, os farás descer ao poço da perdição; homens de sangue e de fraude não viverão metade dos seus dias; mas eu em ti confiarei.
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Capítulo 56
(Ao regente, segundo a Pomba Silenciosa entre os que estão longe. De Davi. Mictão. Quando os filisteus se apoderaram dele em Gate)

 1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, porque o homem procura devorar-me; e me oprime, pelejando todo o dia.
 2  Os que me andam espiando procuram devorar-me todo o dia; pois são muitos os que pelejam contra mim, ó Altíssimo.
 3  No dia em que eu temer, hei de confiar em ti.
 4  Em Deus louvarei a sua palavra; em Deus pus a minha confiança e não temerei; que me pode fazer a carne?
 5  Todos os dias torcem as minhas palavras; todos os seus pensamentos são contra mim para o mal.
 6  Ajuntam-se, escondem-se, espiam os meus passos, como aguardando a minha morte.
 7  Porventura, escaparão eles por meio da sua iniqüidade? Ó Deus, derriba os povos na tua ira!
 8 Tu contaste as minhas vagueações; põe as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas no teu livro?
 9  Quando eu a ti clamar, então, retrocederão os meus inimigos; isto sei eu, porque Deus está comigo.
 10  Em Deus louvarei a sua palavra; no SENHOR louvarei a sua palavra.
 11  Em Deus tenho posto a minha confiança; não temerei o que me possa fazer o homem.
 12  Os teus votos estão sobre mim, ó Deus; eu te renderei ações de graças;
 13  pois tu livraste a minha alma da morte, como também os meus pés de tropeçarem, para que eu ande diante de Deus na luz dos viventes.
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Capítulo 57
(Ao regente. "Não me arruínes." De Davi. Mictão. Quando fugiu por causa de Saul para dentro da caverna)

 1 Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.
 2  Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa.
 3  Ele dos céus enviará seu auxílio e me salvará do desprezo daquele que procurava devorar-me (Selá). Deus enviará a sua misericórdia e a sua verdade.
 4  A minha alma está entre leões, e eu estou entre aqueles que estão abrasados, filhos dos homens, cujos dentes são lanças e flechas, e cuja língua é espada afiada.
 5  Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; seja a tua glória sobre toda a terra.
 6  Armaram uma rede aos meus passos, e a minha alma ficou abatida; cavaram uma cova diante de mim, mas foram eles que nela caíram. (Selá)
 7 Preparado está o meu coração, ó Deus, preparado está o meu coração; cantarei e salmodiarei.
 8  Desperta, glória minha! Desperta, alaúde e harpa! Eu mesmo despertarei ao romper da alva.
 9  Louvar-te-ei, Senhor, entre os povos; cantar-te-ei entre as nações.
 10  Pois a tua misericórdia é grande até aos céus, e a tua verdade até às nuvens.
 11  Sê exaltado, ó Deus, sobre os céus; e seja a tua glória sobre toda a terra.
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Capítulo 58
(Ao regente. "Não arruínes." De Davi. Mictão.)

 1 Acaso falais vós deveras, ó congregação, a justiça? Julgais retamente, ó filhos dos homens?
 2  Antes, no coração forjais iniqüidades; sobre a terra fazeis pesar a violência das vossas mãos.
 3  Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras.
 4  Têm veneno semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda, que tem tapados os seus ouvidos
 5  para não ouvir a voz dos encantadores, do encantador perito em encantamentos.
 6 Ó Deus, quebra-lhes os dentes na boca; arranca, SENHOR, os queixais aos filhos dos leões.
 7  Sumam-se como águas que se escoam; se armarem as suas flechas, fiquem estas feitas em pedaços.
 8  Como a lesma que se derrete, assim se vão; como o aborto de uma mulher, nunca vejam o sol.
 9  Antes que os espinhos cheguem a aquecer as vossas panelas, serão arrebatados, tanto os verdes como os que estão ardendo, como por um redemoinho.
 10  O justo se alegrará quando vir a vingança; lavará os seus pés no sangue do ímpio.
 11  Então, dirá o homem: Deveras há uma recompensa para o justo; deveras há um Deus que julga na terra.
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Capítulo 59
(Ao regente. "Não arruínes." De Davi. Mictão. Quando Saul mandou que vigiassem a casa, para entregá-lo à morte.)

 1 Livra-me, meu Deus, dos meus inimigos; defende-me daqueles que se levantam contra mim.
 2  Livra-me dos que praticam a iniqüidade e salva-me dos homens sanguinários,
 3  pois eis que armam ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, sem transgressão minha ou pecado meu, ó SENHOR.
 4  Eles correm e se preparam, sem culpa minha; desperta para me ajudares e olha.
 5  Tu, pois, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, Deus de Israel, desperta para visitares todas as nações: não tenhas misericórdia de nenhum dos pérfidos que praticam a iniqüidade. (Selá)
 6  Voltam à tarde; dão ganidos como cães, rodeando a cidade.
 7  Eis que eles dão gritos com a boca; espadas estão nos seus lábios; porque dizem eles: Quem ouve?
 8 Mas tu, SENHOR, te rirás deles; zombarás de todos os gentios.
 9  Por causa da sua força eu te aguardarei; pois Deus é a minha alta defesa.
 10  O Deus da minha misericórdia virá ao meu encontro; Deus me fará ver o meu desejo sobre os meus inimigos.
 11  Não os mates, para que o meu povo se não esqueça; espalha-os pelo teu poder e abate-os, ó Senhor, nosso escudo.
 12  Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios fiquem presos na sua soberba; e pelas maldições e pelas mentiras que proferem.
 13  Consome-os na tua indignação, consome-os de modo que não existam mais, para que saibam que Deus reina em Jacó até aos confins da terra. (Selá)
 14  E tornem a vir à tarde e dêem ganidos como cães, rodeando a cidade.
 15  Vagueiem buscando o que comer, passem a noite sem se fartarem.
 16  Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã, louvarei com alegria a tua misericórdia, porquanto tu foste o meu alto refúgio e proteção no dia da minha angústia.
 17  A ti, ó fortaleza minha, cantarei louvores; porque Deus é a minha defesa, é o Deus da minha misericórdia.
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Capítulo 60
(Ao regente, segundo o Lírio de Advertência. Mictão. De Davi. Para ensino. Quando ele se empenhou numa peleja com Arã-Naaraim e Arã-Zobá, e Joabe passou a retornar e a golpear)

 1 Ó Deus, tu nos rejeitaste, tu nos espalhaste, tu tens estado indignado; oh! Volta-te para nós!
 2  Abalaste a terra e a fendeste; sara as suas fendas, pois ela treme.
 3  Fizeste ver ao teu povo duras coisas; fizeste-nos beber o vinho da perturbação.
 4  Deste um estandarte aos que te temem, para o arvorarem no alto pela causa da verdade. (Selá)
 5  Para que os teus amados sejam livres, salva-nos com a tua destra e ouve-nos;
 6 Deus disse na sua santidade: Eu me regozijarei, repartirei a Siquém e medirei o vale de Sucote.
 7  Meu é Gileade e meu é Manassés; Efraim é a força da minha cabeça; Judá é o meu legislador.
 8  Moabe é a minha bacia de lavar; sobre Edom lançarei o meu sapato; sobre a Filístia jubilarei.
 9  Quem me conduzirá à cidade forte? Quem me guiará até Edom?
 10  Não serás tu, ó Deus, que nos tinhas rejeitado? Tu, ó Deus, que não saíste com os nossos exércitos?
 11  Dá-nos auxílio na angústia, porque vão é o socorro do homem.
 12  Em Deus faremos proezas; porque ele é que pisará os nossos inimigos.
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Capítulo 61
(Ao regente, em instrumentos de cordas. De Davi)

 1 Ouve, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração.
 2  Desde o fim da terra clamo a ti, por estar abatido o meu coração. Leva-me para a rocha que é mais alta do que eu,
 3  pois tens sido o meu refúgio e uma torre forte contra o inimigo.
 4  Habitarei no teu tabernáculo para sempre; abrigar-me-ei no oculto das tuas asas. (Selá)
 5 Pois tu, ó Deus, ouviste os meus votos; deste-me a herança dos que temem o teu nome.
 6  Prolongarás os dias do rei; e os seus anos serão como muitas gerações.
 7  Ele permanecerá diante de Deus para sempre; prepara-lhe misericórdia e verdade que o preservem.
 8  Assim, cantarei salmos ao teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia.
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Capítulo 62
(Ao regente de Jedutum. Uma melodia de Davi.)

 1 A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação.
 2  Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei grandemente abalado.
 3  Até quando maquinareis o mal contra um homem? Sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e uma sebe pouco segura.
 4  Eles somente consultam como o hão de derribar da sua excelência; deleitam-se em mentiras; com a boca bendizem, mas, no seu interior, maldizem. (Selá)
 5  Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança.
 6  Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado.
 7  Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza e o meu refúgio estão em Deus.
 8 Confiai nele, ó povo, em todos os tempos; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. (Selá)
 9  Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade.
 10  Não confieis na opressão, nem vos desvaneçais na rapina; se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração.
 11  Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus.
 12  A ti também, Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra.
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Capítulo 63
(Uma melodia de Davi, quando veio a estar no ermo de Judá)

 1 Ó Deus, tu és o meu Deus; de madrugada te buscarei; a minha alma tem sede de ti; a minha carne te deseja muito em uma terra seca e cansada, onde não há água,
 2  para ver a tua fortaleza e a tua glória, como te vi no santuário.
 3 Porque a tua benignidade é melhor do que a vida; os meus lábios te louvarão.
 4  Assim, eu te bendirei enquanto viver; em teu nome levantarei as minhas mãos.
 5  A minha alma se fartará, como de tutano e de gordura; e a minha boca te louvará com alegres lábios,
 6  quando me lembrar de ti na minha cama e meditar em ti nas vigílias da noite.
 7 Porque tu tens sido o meu auxílio; jubiloso cantarei refugiado à sombra das tuas asas.
 8  A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta.
 9  Mas aqueles que procuram a minha vida para a destruírem irão para as profundezas da terra.
 10  Cairão à espada, serão uma ração para as raposas.
 11  Mas o rei se regozijará em Deus; qualquer que por ele jurar se gloriará; porque se tapará a boca dos que falam mentira.
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Capítulo 64
(Ao regente. Uma melodia de Davi)

 1 Ouve, ó Deus, a minha voz na minha oração; livra a minha vida do horror do inimigo.
 2  Esconde-me do secreto conselho dos maus e do tumulto dos que praticam a iniqüidade,
 3  os quais afiaram a sua língua como espadas; e armaram, por suas flechas, palavras amargas,
 4  para de lugares ocultos atirarem sobre o que é reto; disparam sobre ele repentinamente e não temem.
 5  Firmam-se em mau intento; falam de armar laços secretamente e dizem: Quem nos verá?
 6  Fazem indagações maliciosas, inquirem tudo o que se pode inquirir; até o íntimo de cada um e o profundo coração.
 7 Mas Deus disparará sobre eles uma seta, e de repente ficarão feridos.
 8  Assim, eles farão com que a sua língua se volte contra si mesmos; todos aqueles que os virem, fugirão.
 9  E todos os homens temerão e anunciarão a obra de Deus; e considerarão prudentemente os seus feitos.
 10  O justo se alegrará no SENHOR e confiará nele; e todos os retos de coração se regozijarão.
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Capítulo 65
(Ao regente. Uma melodia de Davi. Um cântico)

 1 A ti, ó Deus, espera o louvor em Sião, e a ti se pagará o voto.
 2  Ó tu que ouves as orações! A ti virá toda a carne.
 3  Prevalecem as iniqüidades contra mim; mas tu perdoas as nossas transgressões.
 4  Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes e fazes chegar a ti, para que habite em teus átrios; nós seremos satisfeitos da bondade da tua casa e do teu santo templo.
 5  Com coisas tremendas de justiça nos responderás, ó Deus da nossa salvação; tu és a esperança de todas as extremidades da terra e daqueles que estão longe sobre o mar;
 6 o que pela sua força consolida os montes, cingido de fortaleza;
 7  o que aplaca o ruído dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das nações.
 8  E os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais; tu fazes alegres as saídas da manhã e da tarde.
 9  Tu visitas a terra e a refrescas; tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus, que está cheio de água; tu lhe dás o trigo, quando assim a tens preparada;
 10  tu enches de água os seus sulcos, regulando a sua altura; tu a amoleces com a muita chuva; tu abençoas as suas novidades;
 11  tu coroas o ano da tua bondade, e as tuas veredas destilam gordura;
 12  destilam sobre os pastos do deserto, e os outeiros cingem-se de alegria.
 13  Os campos cobrem-se de rebanhos, e os vales vestem-se de trigo; por isso, eles se regozijam e cantam.
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Capítulo 66
(Ao regente. Um cântico, uma melodia.)

 1 Louvai a Deus com brados de júbilo, todas as terras.
 2  Cantai a glória do seu nome; dai glória ao seu louvor.
 3  Dizei a Deus: Quão terrível és tu nas tuas obras! Pela grandeza do teu poder se submeterão a ti os teus inimigos.
 4  Toda a terra te adorará, e te cantará louvores, e cantará o teu nome. (Selá)
 5  Vinde e vede as obras de Deus; é terrível nos seus feitos para com os filhos dos homens.
 6  Converteu o mar em terra seca; passaram o rio a pé; ali nos alegramos nele.
 7  Ele domina eternamente pelo seu poder; os seus olhos estão sobre as nações; não se exaltem os rebeldes. (Selá)
 8 Bendizei, povos, ao nosso Deus e fazei ouvir a voz do seu louvor;
 9  ao que sustenta com vida a nossa alma e não consente que resvalem os nossos pés.
 10  Pois tu, ó Deus, nos provaste; tu nos afinaste como se afina a prata.
 11  Tu nos meteste na rede; afligiste os nossos lombos.
 12  Fizeste com que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água; mas trouxeste-nos a um lugar de abundância.
 13 Entrarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,
 14  que haviam pronunciado os meus lábios, e dissera a minha boca, quando eu estava na angústia.
 15  Oferecer-te-ei holocaustos de animais nédios, com odorante fumaça de carneiros; oferecerei novilhos com cabritos. (Selá)
 16  Vinde e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que ele tem feito à minha alma.
 17  A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.
 18  Se eu atender à iniqüidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá;
 19  mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração.
 20  Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem desviou de mim a sua misericórdia.
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Capítulo 67
(Ao regente, em instrumentos de cordas. Uma melodia, um cântico.)

 1 Deus tenha misericórdia de nós e nos abençoe; e faça resplandecer o seu rosto sobre nós. (Selá)
 2  Para que se conheça na terra o teu caminho, e em todas as nações a tua salvação.
 3  Louvem-te a ti, ó Deus, os povos; louvem-te os povos todos.
 4  Alegrem-se e regozijem-se as nações, pois julgarás os povos com eqüidade, e governarás as nações sobre a terra. (Selá)
 5  Louvem-te a ti, ó Deus, os povos, louvem-te os povos todos.
 6  Então, a terra dará o seu fruto; e Deus, o nosso Deus, nos abençoará.
 7  Deus nos abençoará, e todas as extremidades da terra o temerão.
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Capítulo 68
(Ao regente. De Davi. Uma melodia, um cântico)

 1 Levante-se Deus, e sejam dissipados os seus inimigos; fugirão de diante dele os que o aborrecem.
 2  Como se impele a fumaça, assim tu os impeles; como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus.
 3  Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.
 4  Cantai a Deus, cantai louvores ao seu nome; louvai aquele que vai sobre os céus, pois o seu nome é JEOVÁ; exultai diante dele.
 5  Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo.
 6  Deus faz que o solitário viva em família; liberta aqueles que estão presos em grilhões; mas os rebeldes habitam em terra seca.
 7 Ó Deus! Quando saías adiante do teu povo, quando caminhavas pelo deserto, (Selá)
 8  a terra abalava-se, e os céus destilavam perante a face de Deus; o próprio Sinai tremeu na presença de Deus, do Deus de Israel.
 9  Tu, ó Deus, mandaste a chuva em abundância e confortaste a tua herança, quando estava cansada.
 10  Nela habitava o teu rebanho; tu, ó Deus, proveste o pobre da tua bondade.
 11  O Senhor deu a palavra; grande era o exército dos que anunciavam as boas-novas.
 12  Reis de exércitos fugiram à pressa; e aquela que ficava em casa repartia os despojos.
 13  Ainda que vos deiteis entre redis, sereis como as asas de uma pomba, cobertas de prata, com as suas penas de ouro amarelo.
 14  Quando o Onipotente ali espalhou os reis, foi como quando cai a neve em Zalmom.
 15 O monte de Deus é como o monte de Basã, um monte elevado como o monte de Basã.
 16  Por que saltais, ó montes elevados? Este é o monte que Deus desejou para sua habitação, e o SENHOR habitará nele eternamente.
 17  Os carros de Deus são vinte milhares, milhares de milhares. O Senhor está entre eles, como em Sinai, no lugar santo.
 18  Tu subiste ao alto, levaste cativo o cativeiro, recebeste dons para os homens e até para os rebeldes, para que o SENHOR Deus habitasse entre eles.
 19  Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios; o Deus que é a nossa salvação. (Selá)
 20  O nosso Deus é o Deus da salvação; e a JEOVÁ, o Senhor, pertencem as saídas para escapar da morte.
 21  Mas Deus ferirá gravemente a cabeça de seus inimigos e o crânio cabeludo do que anda em suas culpas.
 22 Disse o Senhor: Eu os farei voltar de Basã; farei voltar o meu povo das profundezas do mar;
 23  para que o teu pé mergulhe no sangue de teus inimigos, e nele mergulhe até a língua dos teus cães.
 24  Ó Deus, eles têm visto os teus caminhos; os caminhos do meu Deus, meu Rei, no santuário.
 25  Os cantores iam adiante, os tocadores de instrumentos, atrás; entre eles, as donzelas tocando adufes.
 26  Celebrai a Deus nas congregações; ao SENHOR, desde a fonte de Israel.
 27  Ali está o pequeno Benjamim, que domina sobre eles, os príncipes de Judá com o seu ajuntamento, os príncipes de Zebulom e os príncipes de Naftali.
 28  O teu Deus ordenou a tua força; confirma, ó Deus, o que já realizaste por nós.
 29  Por amor do teu templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes.
 30  Repreende as feras dos canaviais, a multidão dos touros, com os novilhos dos povos, pisando com os pés as suas peças de prata; dissipa os povos que desejam a guerra.
 31  Embaixadores reais virão do Egito; a Etiópia cedo estenderá para Deus as suas mãos.
 32 Reinos da terra, cantai a Deus, cantai louvores ao Senhor, (Selá)
 33  àquele que vai montado sobre os céus dos céus, desde a antiguidade; eis que envia a sua voz e dá um brado veemente.
 34  Dai a Deus fortaleza; a sua excelência, está sobre Israel e a sua fortaleza nas mais altas nuvens.
 35  Ó Deus, tu és tremendo desde os teus santuários; o Deus de Israel é o que dá fortaleza e poder ao seu povo. Bendito seja Deus!
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Capítulo 69
(Ao regente, segundo Os Lírios. De Davi)

 1 Livra-me, ó Deus, pois as águas entraram até à minha alma.
 2  Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva.
 3  Estou cansado de clamar; secou-se-me a garganta; os meus olhos desfalecem esperando o meu Deus.
 4  Aqueles que me aborrecem sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; aqueles que procuram destruir-me sendo injustamente meus inimigos, são poderosos; então, restituí o que não furtei.
 5  Tu, ó Deus, bem conheces a minha insipiência; e os meus pecados não te são encobertos.
 6  Não sejam envergonhados por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, SENHOR dos Exércitos; não sejam confundidos por minha causa aqueles que te buscam, ó Deus de Israel.
 7  Porque por amor de ti tenho suportado afronta; a confusão cobriu o meu rosto.
 8  Tenho-me tornado como um estranho para com os meus irmãos, e um desconhecido para com os filhos de minha mãe.
 9  Pois o zelo da tua casa me devorou, e as afrontas dos que te afrontam caíram sobre mim.
 10  Chorei, e castiguei com jejum a minha alma, mas até isto se me tornou em afrontas.
 11  Pus, por veste, um pano de saco e me fiz um provérbio para eles.
 12  Aqueles que se assentam à porta falam contra mim; sou a canção dos bebedores de bebida forte.
 13 Eu, porém, faço a minha oração a ti, SENHOR, num tempo aceitável; ó Deus, ouve-me segundo a grandeza da tua misericórdia, segundo a verdade da tua salvação.
 14  Tira-me do lamaçal e não me deixes atolar; seja eu livre dos que me aborrecem e das profundezas das águas.
 15  Não me leve a corrente das águas e não me sorva o abismo, nem o poço cerre a sua boca sobre mim.
 16  Ouve-me, SENHOR, pois boa é a tua misericórdia; olha para mim segundo a tua muitíssima piedade.
 17  E não escondas o teu rosto do teu servo, porque estou angustiado; ouve-me depressa.
 18  Aproxima-te da minha alma, e resgata-a; livra-me por causa dos meus inimigos.
 19  Bem conheces a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários.
 20  Afrontas me quebrantaram o coração, e estou fraquíssimo; esperei por alguém que tivesse compaixão, mas não houve nenhum; e por consoladores, mas não os achei.
 21  Deram-me fel por mantimento, e na minha sede me deram a beber vinagre.
 22 Torne-se a sua mesa diante dele em laço e, para sua inteira recompensa, em ruína.
 23  Escureçam-se-lhes os olhos, para que não vejam, e faze com que os seus lombos tremam constantemente.
 24  Derrama sobre eles a tua indignação, e prenda-os o ardor da tua ira.
 25  Fique desolado o seu palácio; e não haja quem habite nas suas tendas.
 26  Pois perseguem a quem afligiste e conversam sobre a dor daqueles a quem feriste.
 27  Acrescenta iniqüidade à iniqüidade deles, e não entrem na tua justiça.
 28  Sejam riscados do livro da vida e não sejam inscritos com os justos.
 29  Eu, porém, estou aflito e triste; ponha-me a tua salvação, ó Deus, num alto retiro.
 30 Louvarei o nome de Deus com cântico e engrandecê-lo-ei com ação de graças.
 31  Isto será mais agradável ao SENHOR do que o boi ou bezerro que tem pontas e unhas.
 32  Os mansos verão isto e se agradarão; o vosso coração viverá, pois que buscais a Deus.
 33  Porque o SENHOR ouve os necessitados e não despreza os seus cativos.
 34  Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo quanto neles se move.
 35  Porque Deus salvará a Sião e edificará as cidades de Judá, para que habitem ali e a possuam.
 36  E herdá-la -á a semente de seus servos, e os que amam o seu nome habitarão nela.
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Capítulo 70
(Ao regente. De Davi, para fazer lembrar.)

 1 Apressa-te, ó Deus, em me livrar; SENHOR, apressa-te em ajudar-me.
 2  Fiquem envergonhados e confundidos os que procuram a minha alma; tornem atrás e confundam-se os que me desejam mal.
 3  Voltem as costas cobertos de vergonha os que dizem: Ah! Ah!
 4  Folguem e alegrem-se em ti todos os que te buscam; e aqueles que amam a tua salvação digam continuamente: Engrandecido seja Deus.
 5  Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus; tu és o meu auxílio e o meu libertador; SENHOR, não te detenhas!
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Capítulo 71

 1 Em ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido.
 2  Livra-me na tua justiça e faze que eu escape; inclina os teus ouvidos para mim e salva-me.
 3  Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente; deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
 4  Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel,
 5  pois tu és a minha esperança, SENHOR Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
 6  Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste do ventre de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.
 7  Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
 8  Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.
 9  Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.
 10  Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,
 11  dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e prendei-o, pois não há quem o livre.
 12  Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me.
 13  Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.
 14 Mas eu esperarei continuamente e te louvarei cada vez mais.
 15  A minha boca relatará as bênçãos da tua justiça e da tua salvação todo o dia, posto que não conheça o seu número.
 16  Sairei na força do SENHOR Deus; farei menção da tua justiça, e só dela.
 17  Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.
 18  Agora, também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.
 19  Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas; ó Deus, quem é semelhante a ti?
 20  Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias, me darás ainda a vida e me tirarás dos abismos da terra.
 21  Aumentarás a minha grandeza e de novo me consolarás.
 22  Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus; cantar-te-ei com a harpa, ó Santo de Israel.
 23  Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma que tu remiste.
 24  A minha língua falará da tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.
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Capítulo 72
(Referente a Salomão)

 1 Ó Deus, dá ao rei os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei.
 2 Ele julgará o teu povo com justiça e os teus pobres com juízo.
 3  Os montes trarão paz ao povo, e os outeiros, justiça.
 4  Julgará os aflitos do povo, salvará os filhos do necessitado e quebrantará o opressor.
 5  Temer-te-ão enquanto durar o sol e a lua, de geração em geração.
 6  Ele descerá como a chuva sobre a erva ceifada, como os chuveiros que umedecem a terra.
 7  Nos seus dias florescerá o justo, e abundância de paz haverá enquanto durar a lua.
 8  Dominará de mar a mar, e desde o rio até às extremidades da terra.
 9  Aqueles que habitam no deserto se inclinarão ante ele, e os seus inimigos lamberão o pó.
 10  Os reis de Társis e das ilhas trarão presentes; os reis de Sabá e de Sebá oferecerão dons.
 11  E todos os reis se prostrarão perante ele; todas as nações o servirão.
 12  Porque ele livrará ao necessitado quando clamar, como também ao aflito e ao que não tem quem o ajude.
 13  Compadecer-se -á do pobre e do aflito e salvará a alma dos necessitados.
 14  Libertará a sua alma do engano e da violência, e precioso será o seu sangue aos olhos dele.
 15  E viverá, e se lhe dará do ouro de Sabá, e continuamente se fará por ele oração, e todos os dias o bendirão.
 16  Haverá um punhado de trigo na terra sobre os cumes dos montes; o seu fruto se moverá como o Líbano, e os da cidade florescerão como a erva da terra.
 17  O seu nome permanecerá eternamente; o seu nome se irá propagando de pais a filhos, enquanto o sol durar; e os homens serão abençoados nele; todas as nações lhe chamarão bem-aventurado.
 18 Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele faz maravilhas.
 19  E bendito seja para sempre o seu nome glorioso; e encha-se toda a terra da sua glória! Amém e amém!
 20  Findam aqui as orações de Davi, filho de Jessé.
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(Livro terceiro Salmos 73 a 89)
Capítulo 73
(Uma melodia de Asafe)

 1 Verdadeiramente, bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração.
 2  Quanto a mim, os meus pés quase que se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos.
 3  Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios.
 4  Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força.
 5  Não se acham em trabalhos como outra gente, nem são afligidos como outros homens.
 6  Pelo que a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de um adorno.
 7  Os olhos deles estão inchados de gordura; superabundam as imaginações do seu coração.
 8  São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente.
 9  Erguem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra.
 10  Pelo que o seu povo volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem.
 11  E dizem: Como o sabe Deus? Ou: Há conhecimento no Altíssimo?
 12  Eis que estes são ímpios; e, todavia, estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas.
 13  Na verdade que em vão tenho purificado o meu coração e lavado as minhas mãos na inocência.
 14  Pois todo o dia tenho sido afligido e castigado cada manhã.
 15 Se eu dissesse: Também falarei assim; eis que ofenderia a geração de teus filhos.
 16  Quando pensava em compreender isto, fiquei sobremodo perturbado;
 17  até que entrei no santuário de Deus; então, entendi eu o fim deles.
 18  Certamente, tu os puseste em lugares escorregadios; tu os lanças em destruição.
 19  Como caem na desolação, quase num momento! Ficam totalmente consumidos de terrores.
 20  Como faz com um sonho o que acorda, assim, ó Senhor, quando acordares, desprezarás a aparência deles.
 21 Assim, o meu coração se azedou, e sinto picadas nos meus rins.
 22  Assim, me embruteci e nada sabia; era como animal perante ti.
 23  Todavia, estou de contínuo contigo; tu me seguraste pela mão direita.
 24  Guiar-me-ás com o teu conselho e, depois, me receberás em glória.
 25  A quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti.
 26  A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração e a minha porção para sempre.
 27  Pois eis que os que se alongam de ti perecerão; tu tens destruído todos aqueles que, apostatando, se desviam de ti.
 28  Mas, para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no SENHOR Deus, para anunciar todas as tuas obras.
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Capítulo 74
(Masquil. De Asafe)

 1 Ó Deus, por que nos rejeitaste para sempre? Por que se acende a tua ira contra as ovelhas do teu pasto?
 2  Lembra-te da tua congregação, que compraste desde a antiguidade; da tua herança que remiste, deste monte Sião, em que habitaste.
 3  Levanta-te contra as perpétuas assolações, contra tudo o que o inimigo tem feito de mal no santuário.
 4  Os teus inimigos bramam no meio dos lugares santos; põem neles as suas insígnias por sinais.
 5  Parecem-se com o homem que avança com o seu machado através da espessura do arvoredo.
 6  Eis que toda a obra entalhada quebram com machados e martelos.
 7  Lançaram fogo ao teu santuário; profanaram, derribando-a até ao chão, a morada do teu nome.
 8  Disseram no seu coração: Despojemo-los de uma vez. Queimaram todos os lugares santos de Deus na terra.
 9  Já não vemos os nossos sinais, já não há profeta; nem há entre nós alguém que saiba até quando isto durará.
 10  Até quando, ó Deus, nos afrontará o adversário? Blasfemará o inimigo o teu nome para sempre?
 11  Por que retiras a tua mão, sim, a tua destra? Tira-a do teu seio e consome-os.
 12 Todavia, Deus é o meu Rei desde a antiguidade, operando a salvação no meio da terra.
 13  Tu dividiste o mar pela tua força; quebrantaste a cabeça dos monstros das águas.
 14  Fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e o deste por mantimento aos habitantes do deserto.
 15  Fendeste a fonte e o ribeiro; secaste os rios impetuosos.
 16  Teu é o dia e tua é a noite; preparaste a luz e o sol.
 17  Estabeleceste todos os limites da terra; verão e inverno, tu os formaste.
 18 Lembra-te disto: que o inimigo afrontou ao SENHOR, e que um povo louco blasfemou o teu nome.
 19  Não entregues às feras a alma da tua pombinha; não te esqueças para sempre da vida dos teus aflitos.
 20  Atenta para o teu concerto, pois os lugares tenebrosos da terra estão cheios de moradas de crueldade.
 21  Oh! Não volte envergonhado o oprimido; louvem o teu nome o aflito e o necessitado.
 22  Levanta-te, ó Deus, pleiteia a tua própria causa; lembra-te da afronta que o louco te faz cada dia.
 23  Não te esqueças dos gritos dos teus inimigos; o tumulto daqueles que se levantam contra ti aumenta continuamente.
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Capítulo 75
(Ao regente. "Não arruínes." Uma melodia. De Asafe. Um cântico)

 1 A ti, ó Deus, glorificamos, a ti damos louvor, pois o teu nome está perto, as tuas maravilhas o declaram.
 2  Quando eu ocupar o lugar determinado, julgarei retamente.
 3  Dissolve-se a terra e todos os seus moradores, mas eu fortaleci as suas colunas. (Selá)
 4  Disse eu aos loucos: não enlouqueçais; e aos ímpios: não levanteis a fronte;
 5  não levanteis a fronte altiva, nem faleis com cerviz dura.
 6 Porque nem do Oriente, nem do Ocidente, nem do deserto vem a exaltação.
 7  Mas Deus é o juiz; a um abate e a outro exalta.
 8  Porque na mão do SENHOR há um cálice cujo vinho ferve, cheio de mistura, e dá a beber dele; certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes.
 9  Mas, quanto a mim, exultarei para sempre; cantarei louvores ao Deus de Jacó.
 10  E quebrantarei todas as forças dos ímpios, mas as forças dos justos serão exaltadas.
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Capítulo 76
(Ao regente, em instrumentos de cordas. Uma melodia. De Asafe. Um cântico)

 1 Conhecido é Deus em Judá; grande é o seu nome em Israel.
 2  E em Salém está o seu tabernáculo, e a sua morada, em Sião.
 3  Ali quebrou as flechas do arco; o escudo, e a espada, e a guerra. (Selá)
 4  Tu és mais ilustre e glorioso do que os montes de presa.
 5  Os que são ousados de coração foram despojados; dormiram o seu sono, e nenhum dos homens de força achou as próprias mãos.
 6  À tua repreensão, ó Deus de Jacó, carros e cavalos são lançados num sono profundo.
 7 Tu, tu és terrível! E quem subsistirá à tua vista, se te irares?
 8  Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou
 9  quando Deus se levantou para julgar, para livrar a todos os mansos da terra. (Selá)
 10  Porque a cólera do homem redundará em teu louvor, e o restante da cólera, tu o restringirás.
 11  Fazei votos e pagai ao SENHOR, vosso Deus; tragam presentes, os que estão em redor dele, àquele que é tremendo.
 12  Ele ceifará o espírito dos príncipes: é tremendo para com os reis da terra.
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Capítulo 77
(Ao regente, segundo Jedutum. De Asafe. Uma melodia)

 1 Clamei a Deus com a minha voz; a Deus levantei a minha voz, e ele inclinou para mim os ouvidos.
 2  No dia da minha angústia busquei ao Senhor; a minha mão se estendeu de noite e não cessava; a minha alma recusava ser consolada.
 3  Lembrava-me de Deus e me perturbava; queixava-me, e o meu espírito desfalecia. (Selá)
 4  Sustentaste os meus olhos vigilantes; estou tão perturbado, que não posso falar.
 5  Considerava os dias da antiguidade, os anos dos tempos passados.
 6  De noite chamei à lembrança o meu cântico; meditei em meu coração, e o meu espírito investigou:
 7  Rejeitará o Senhor para sempre e não tornará a ser favorável?
 8  Cessou para sempre a sua benignidade? Acabou-se já a promessa que veio de geração em geração?
 9  Esqueceu-se Deus de ter misericórdia? Ou encerrou ele as suas misericórdias na sua ira? (Selá)
 10  E eu disse: isto é enfermidade minha; e logo me lembrei dos anos da destra do Altíssimo.
 11 Lembrar-me-ei, pois, das obras do SENHOR; certamente que me lembrarei das tuas maravilhas da antiguidade.
 12  Meditarei também em todas as tuas obras e falarei dos teus feitos.
 13  O teu caminho, ó Deus, está no santuário. Que deus é tão grande como o nosso Deus?
 14  Tu és o Deus que fazes maravilhas; tu fizeste notória a tua força entre os povos.
 15  Com o teu braço remiste o teu povo, os filhos de Jacó e de José. (Selá)
 16  As águas te viram, ó Deus, as águas te viram, e tremeram; os abismos também se abalaram.
 17  Grossas nuvens se desfizeram em água; os céus retumbaram; as tuas flechas correram de uma para outra parte.
 18  A voz do teu trovão repercutiu-se nos ares; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu.
 19  Pelo mar foi teu caminho, e tuas veredas, pelas grandes águas; e as tuas pegadas não se conheceram.
 20  Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.
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Capítulo 78
(Masquil. De Asafe)

 1 Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os ouvidos às palavras da minha boca.
 2  Abrirei a boca numa parábola; proporei enigmas da antiguidade,
 3  os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado.
 4  Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do SENHOR, assim como a sua força e as maravilhas que fez.
 5  Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, e ordenou aos nossos pais que a fizessem conhecer a seus filhos,
 6  para que a geração vindoura a soubesse, e os filhos que nascessem se levantassem e a contassem a seus filhos;
 7  para que pusessem em Deus a sua esperança e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos
 8  e não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus.
 9 Os filhos de Efraim, armados e trazendo arcos, retrocederam no dia da peleja.
 10  Não guardaram o concerto de Deus e recusaram andar na sua lei.
 11  E esqueceram-se das suas obras e das maravilhas que lhes fizera ver,
 12  maravilhas que ele fez à vista de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã.
 13  Dividiu o mar, e os fez passar por ele; fez com que as águas parassem como num montão.
 14  De dia os guiou com uma nuvem, e toda a noite, com um clarão de fogo.
 15  Fendeu as penhas no deserto e deu-lhes de beber como de grandes abismos.
 16  Fez sair fontes da rocha e fez correr as águas como rios.
 17  E ainda prosseguiram em pecar contra ele, provocando ao Altíssimo na solidão.
 18  E tentaram a Deus no seu coração, pedindo carne para satisfazerem o seu apetite.
 19  E falaram contra Deus e disseram: Poderá Deus, porventura, preparar-nos uma mesa no deserto?
 20  Eis que feriu a penha, e águas correram dela; rebentaram ribeiros em abundância; poderá também dar-nos pão ou preparar carne para o seu povo?
 21  Pelo que o SENHOR os ouviu e se indignou; e acendeu um fogo contra Jacó, e furor também subiu contra Israel,
 22  porquanto não creram em Deus, nem confiaram na sua salvação,
 23  posto que tivesse mandado às altas nuvens, e tivesse aberto as portas dos céus,
 24  e fizesse chover sobre eles o maná para comerem, e lhes tivesse dado do trigo do céu.
 25  Cada um comeu o pão dos poderosos; ele lhes mandou comida com abundância.
 26  Fez soprar o vento do Oriente nos céus e trouxe o Sul com a sua força.
 27  E choveu sobre eles carne como pó, e aves de asas como a areia do mar.
 28  E as fez cair no meio do seu arraial, ao redor de suas habitações.
 29  Então, comeram e se fartaram bem; pois lhes satisfez o desejo.
 30  Não refrearam o seu apetite. Ainda lhes estava a comida na boca,
 31  quando a ira de Deus desceu sobre eles, e matou os mais fortes deles, e feriu os escolhidos de Israel.
 32  Com tudo isto, ainda pecaram e não deram crédito às suas maravilhas.
 33  Pelo que consumiu os seus dias na vaidade e os seus anos, na angústia.
 34  Pondo-os ele à morte, então, o procuravam; e voltavam, e de madrugada buscavam a Deus.
 35  E lembravam-se de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo, o seu Redentor.
 36  Todavia, lisonjeavam-no com a boca e com a língua lhe mentiam.
 37  Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis ao seu concerto.
 38  Mas ele, que é misericordioso, perdoou a sua iniqüidade e não os destruiu; antes, muitas vezes desviou deles a sua cólera e não deixou despertar toda a sua ira,
 39  porque se lembrou de que eram carne, um vento que passa e não volta.
 40 Quantas vezes o provocaram no deserto e o ofenderam na solidão!
 41  Voltaram atrás, e tentaram a Deus, e duvidaram do Santo de Israel.
 42  Não se lembraram do poder da sua mão, nem do dia em que os livrou do adversário;
 43  como operou os seus sinais no Egito e as suas maravilhas no campo de Zoã;
 44  e converteu em sangue os seus rios e as suas correntes, para que não pudessem beber.
 45  E lhes mandou enxames de moscas que os consumiram, e rãs que os destruíram.
 46  Deu, também, ao pulgão a sua novidade, e o seu trabalho, aos gafanhotos.
 47  Destruiu as suas vinhas com saraiva, e os seus sicômoros, com pedrisco.
 48  Também entregou o seu gado à saraiva, e aos coriscos, os seus rebanhos.
 49  E atirou para o meio deles, quais mensageiros de males, o ardor da sua ira: furor, indignação e angústia.
 50  Abriu caminho à sua ira; não poupou a alma deles à morte, nem a vida deles à pestilência.
 51  E feriu todo primogênito no Egito, primícias da sua força nas tendas de Cam,
 52  mas fez com que o seu povo saísse como ovelhas e os guiou pelo deserto, como a um rebanho.
 53  E os guiou com segurança, e não temeram; mas o mar cobriu os seus inimigos.
 54  E conduziu-os até ao limite do seu santuário, até este monte que a sua destra adquiriu,
 55  e expulsou as nações de diante deles, e, dividindo suas terras, lhas deu por herança, e fez habitar em suas tendas as tribos de Israel.
 56  Contudo, tentaram, e provocaram o Deus Altíssimo, e não guardaram os seus testemunhos.
 57  Mas tornaram atrás e portaram-se aleivosamente como seus pais; viraram-se como um arco traiçoeiro,
 58  pois lhe provocaram a ira com os seus altos e despertaram-lhe o zelo com as suas imagens de escultura.
 59  Deus ouviu isto e se indignou; e sobremodo aborreceu a Israel,
 60  pelo que desamparou o tabernáculo em Siló, a tenda que estabelecera como sua morada entre os homens,
 61  e deu a sua força ao cativeiro, e a sua glória, à mão do inimigo,
 62  e entregou o seu povo à espada, e encolerizou-se contra a sua herança.
 63  Aos seus jovens, consumiu-os o fogo, e as suas donzelas não tiveram festa nupcial.
 64  Os seus sacerdotes caíram à espada, e suas viúvas não se lamentaram.
 65  Então, o Senhor despertou como de um sono, como um valente que o vinho excitasse.
 66  E feriu os seus adversários, que fugiram, e os pôs em perpétuo desprezo.
 67  Além disto, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim.
 68  Antes, elegeu a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava.
 69  E edificou o seu santuário como aos lugares elevados, como a terra que fundou para sempre.
 70  Também elegeu a Davi, seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas.
 71  De após as ovelhas pejadas o trouxe, para apascentar a Jacó, seu povo, e a Israel, sua herança.
 72  Assim, os apascentou, segundo a integridade do seu coração, e os guiou com a perícia de suas mãos.
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Capítulo 79
(Uma melodia de Asafe)

 1 Ó Deus, as nações entraram na tua herança; contaminaram o teu santo templo; reduziram Jerusalém a montões de pedras.
 2  Deram os cadáveres dos teus servos por comida às aves dos céus e a carne dos teus santos, às alimárias da terra.
 3  Derramaram o sangue deles como água ao redor de Jerusalém, e não houve quem os sepultasse.
 4  Estamos feitos o opróbrio dos nossos vizinhos, o escárnio e a zombaria dos que estão à roda de nós.
 5  Até quando, SENHOR? Indignar-te-ás para sempre? Arderá o teu zelo como fogo?
 6 Derrama o teu furor sobre nações que te não conhecem e sobre os reinos que não invocam o teu nome.
 7  Porque devoraram a Jacó e assolaram as suas moradas.
 8  Não te lembres das nossas iniqüidades passadas; apressa-te e antecipem-se-nos as tuas misericórdias, pois estamos muito abatidos.
 9  Ajuda-nos, ó Deus da nossa salvação, pela glória do teu nome; e livra-nos e perdoa os nossos pecados, por amor do teu nome.
 10  Por que diriam os gentios: Onde está o seu Deus? Torne-se manifesta entre as nações, à nossa vista, a vingança do sangue derramado dos teus servos.
 11  Chegue à tua presença o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço, preserva aqueles que estão sentenciados à morte.
 12  E aos nossos vizinhos, deita-lhes no regaço, setuplicadamente, a sua injúria com que te injuriaram, Senhor.
 13  Assim, nós, teu povo e ovelhas de teu pasto, te louvaremos eternamente; de geração em geração cantaremos os teus louvores.
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Mictão: Hebr.: mikh·tám. Um significado sugerido era: "Salmo de expiação", KB, p. 523. No entanto, KB3, p. 552, atribui-lhe o sentido de "inscrição".
Isto indicaria que os seis salmos (Sal 16, 56-60) com o cabeçalho de "mictão" são inscrições dos numerosos episódios descritos neles.
"Masquil." Hebr.: mas·kíl, possivelmente significando "poema contemplativo". Alguns acham que 2Cr 30:22, que usa uma palavra de forma similar, vertida por "agir com discrição", forneça a chave para o seu significado. LXX: "De pronto entendimento." Veja 53:2 n.: "perspicácia".

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